Processamento de soja deve atingir 61 milhões de toneladas em 2026, aponta Abiove

O montante histórico equivale a uma expansão de 4,3% na comparação com o ciclo anterior.

Por -Da redação, com Globo Rural
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A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) ajustou positivamente em 0,8% sua projeção para o esmagamento de soja neste ano, elevando o teto de 60,5 milhões para 61 milhões de toneladas. Este novo patamar recorde supera em 4,3% o volume registrado em 2025.
As expectativas para os subprodutos também foram atualizadas: a produção de farelo subiu 0,9% (chegando a 47 milhões de toneladas), enquanto a de óleo de soja teve incremento de 0,8% (alcançando 12,25 milhões de toneladas).

De acordo com a entidade, esse desempenho é impulsionado por uma safra farta, calculada em 177,1 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Cenário de Exportações e Consumo

No comércio exterior, as vendas de farelo devem se manter estáveis em 24,6 milhões de toneladas. Já os embarques do grão in natura devem crescer 0,5%, atingindo 111,5 milhões de toneladas. O maior salto é esperado no óleo de soja, com alta de 11,5% nas exportações, totalizando 1,45 milhão de toneladas.

Internamente, a demanda por farelo deve subir 4,1%, somando 20,3 milhões de toneladas, enquanto a procura por óleo deve avançar 2,9%, para 10,8 milhões de toneladas. As reservas finais estão estimadas em 9,2 milhões de toneladas para o grão e 533 mil toneladas para o óleo.

“Ao processarmos 61 milhões de toneladas, estamos agregando valor à nossa matéria-prima e garantindo o suprimento de proteínas e energia para o mercado interno e global”, afirmou Daniel Furlan Amaral, diretor de economia e assuntos regulatórios da Abiove.

Retrospectiva 2025

No ano anterior, a indústria processou 58,5 milhões de toneladas da oleaginosa, gerando 45,1 milhões de toneladas de farelo e 11,7 milhões de toneladas de óleo. As exportações em 2025 fecharam em 108,2 milhões de toneladas (grãos), 23,3 milhões (farelo) e 1,36 milhão (óleo). Por outro lado, o Brasil importou 969 mil toneladas de soja e 105 mil toneladas de óleo.