Conab eleva projeção da safra e reforça expectativa de recorde na produção de grãos

Novo levantamento aponta crescimento de 1,8% em relação à safra anterior e mantém a perspectiva da maior colheita da história do país.

Por Da Redação, com Globo Rural
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aumentou sua estimativa para a safra brasileira de grãos 2025/26. De acordo com o levantamento divulgado nesta quinta-feira (12), a produção nacional deverá atingir 358,6 milhões de toneladas, volume 600 mil toneladas superior ao previsto no relatório anterior. Na comparação com a temporada passada, o crescimento projetado é de 1,8%. Segundo a Conab, a revisão positiva está relacionada à expansão da área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, além das condições climáticas favoráveis observadas ao longo do ciclo produtivo, fatores que contribuíram para o bom desempenho das lavouras. "Nesse levantamento, a safra 2025/26 vem confirmando o bom desempenho apesar das reduções de produtividade no milho segunda safra nessa estimativa, mas ainda assim se mantém a perspectiva da maior safra de safra de grãos já registrada na série histórica da Conab", afirmou o gerente de acompanhamento de safras da Conab, Fabiano Vasconcellos. A soja, principal cultura agrícola do país, teve sua estimativa ajustada para cima. Com os trabalhos de colheita praticamente concluídos, a produção foi calculada em 180,3 milhões de toneladas, acima das 180,1 milhões de toneladas projetadas anteriormente. O resultado representa avanço de 5,1% em relação ao ciclo anterior e estabelece um novo recorde para a oleaginosa. De acordo com a companhia, o desempenho positivo é resultado do aumento da área destinada ao cultivo, aliado ao uso de tecnologias no campo e ao comportamento favorável do clima durante o desenvolvimento das lavouras. "Apesar do que aconteceu lá no início da implantação da lavoura, quando houve uma certa irregularidade nas precipitações, o desenvolvimento da cultura foi considerado satisfatório na maior parte dos Estados", explicou Vasconcellos. No caso do milho, cuja segunda safra representa a maior parte da produção nacional, a expectativa é de uma colheita total de 140,5 milhões de toneladas, considerando os três ciclos produtivos. O volume é 0,5% inferior ao registrado na temporada anterior. A colheita da segunda safra ainda está em fase inicial. Para o algodão, a estimativa aponta produção próxima de 4 milhões de toneladas de pluma. O resultado representa retração de 2,5% frente à safra passada, influenciada principalmente pela redução da área semeada. Já a colheita do arroz está praticamente encerrada. A produção é estimada em 11,1 milhões de toneladas, volume 13,2% menor que o obtido no ciclo anterior. Segundo a Conab, a redução está relacionada à diminuição da área cultivada em razão das condições de mercado, embora a produtividade tenha apresentado desempenho satisfatório. Em relação ao feijão, a expectativa é de uma produção próxima de 3 milhões de toneladas, considerando as três safras do grão. O número representa uma leve queda de 0,5% na comparação com a temporada anterior. Conforme destacou Vasconcellos, tanto a produção de arroz quanto a de feijão deverá ser suficiente para atender à demanda doméstica, além de possibilitar a destinação de parte do volume para exportação. Entre as culturas de inverno, o trigo apresenta a perspectiva mais desafiadora. A Conab projeta uma produção de 6,3 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 20% em relação ao ciclo anterior. Enquanto isso, o plantio da safra 2026 já alcança 45,3% da área prevista no país. Segundo o gerente da Conab, a expectativa de queda está ligada principalmente à redução da área cultivada no Rio Grande do Sul e no Paraná, estados que lideram a produção nacional do cereal. A menor intenção de plantio reflete fatores de mercado e também a expectativa de influência do fenômeno El Niño durante o segundo semestre.