Milho, trigo e soja sobem em Chicago com clima, demanda e câmbio no radar
Mercado de grãos reage a fatores climáticos, compras de fundos e sinais de demanda internacional
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O mercado de grãos teve uma sessão positiva na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), com altas para milho, trigo e soja, sustentadas por fatores climáticos, fluxo de compras de fundos e expectativas de demanda internacional. No caso do milho, os preços subiram com apoio de compras de fundos especuladores, que aproveitaram as recentes quedas para recompor posições. Também pesaram preocupações com uma onda de calor na França, que pode afetar a produção local. Por outro lado, limitaram os ganhos os sinais de menor demanda por etanol nos Estados Unidos e condições climáticas favoráveis às lavouras norte-americanas. A produção de etanol de milho nos Estados Unidos recuou na semana mais recente, assim como as exportações do biocombustível, enquanto os estoques permaneceram estáveis, segundo dados da AIE. O trigo também fechou em forte alta em Chicago, impulsionado pela expectativa de maior demanda internacional. O mercado reagiu à aprovação da redução de tarifas pela União Europeia sobre produtos norte-americanos e a sinais de aumento das compras globais, incluindo licitações internacionais e revisão positiva das exportações francesas. Além disso, o mercado acompanhou o cenário geopolítico e declarações envolvendo o governo dos Estados Unidos e tensões no Oriente Médio, que adicionaram prêmio de risco às cotações. Já a soja voltou a subir em Chicago, sustentada por expectativas de demanda chinesa e movimentação mais firme no mercado internacional. O dólar apresentou leve oscilação frente ao real, o que também influenciou o ambiente de negócios no Brasil. No mercado interno, o dia anterior teve ritmo mais ativo, com negociações acima da paridade de exportação em algumas regiões. Os preços avançaram em diferentes praças, enquanto produtores seguem mais cautelosos e seletivos nas vendas. Nos portos, a movimentação foi mais moderada, com menor dinamismo em relação ao mercado interno. Já no câmbio, o dólar operou próximo de R$ 5,10, contribuindo para sustentar as cotações.