Preços do boi gordo seguem estáveis em São Paulo, diz Scot Consultoria

Mercado vive indecisão após fim do tarifaço nos EUA e adiamento de decisão da China

Por -Da Redação, com Notícias Agrícolas
2 Min

Preços do boi gordo seguem estáveis em São Paulo, diz Scot Consultoria
Foto divulgação

Os preços do boi gordo permanecem estáveis nas praças paulistas, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (25) pela Scot Consultoria. O mercado vive um clima de indecisão, já que parte dos compradores está sem indicar valores e outras indústrias ofertaram preços abaixo das referências, mas com poucos negócios fechados nessas condições.

Assim, as cotações não mudaram no estado. O boi gordo segue a R$ 320 por arroba, a vaca a R$ 302 e a novilha a R$ 312. O “boi China” está em R$ 325, com ágio de R$ 5 por arroba. As escalas de abate ficam, em média, em sete dias.

A consultoria aponta que o cenário foi influenciado por duas notícias importantes divulgadas em menos de uma semana: o fim da tarifa de 40% sobre a carne bovina brasileira nos Estados Unidos e o adiamento, para 26 de janeiro, da conclusão da investigação de salvaguarda do governo chinês.

Situação em Mato Grosso

No Sudoeste de Mato Grosso, a oferta de animais aumentou, inclusive de gado de pasto. Mesmo assim, os preços ficaram firmes, sustentados pelo bom ritmo de vendas de carne. O boi gordo está em R$ 302 por arroba, a vaca em R$ 275 e a novilha em R$ 290. As escalas de abate chegam a 19 dias.

No Norte do estado, o mercado também segue estável. O boi gordo está cotado em R$ 304, a vaca em R$ 285 e a novilha em R$ 292. As escalas de abate ficam em torno de 17 dias. O boi China está em R$ 307, com ágio de R$ 3 a R$ 5 por arroba conforme a região.

Exportações em alta

As exportações de carne bovina in natura seguem em forte ritmo. Até a terceira semana de novembro, o Brasil embarcou 238,2 mil toneladas, com média diária de 17 mil toneladas , com um aumento de 41,7% em relação ao mesmo período de 2024. O volume já supera todo o total exportado no mês passado. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5,5 mil, alta de 12,7% em um ano.

 


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