17/08/2021 às 19h00min - Atualizada em 17/08/2021 às 19h00min

Bolsas de NY fecham em queda com preocupações sobre economia global

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira (17), com o retorno do sentimento de que a recuperação econômica global passou pelo pico e a variante delta da covid-19 pode atrapalhar, junto com uma nova crise humanitária no Afeganistão que pode atingir países asiáticos e europeus.

Depois de baterem recordes sucessivos, o Dow Jones recuou 0,79%, a 35.343,28 pontos, e o S&P 500 caiu 0,71%, a 4.448,08 pontos. O Nasdaq, que já não vinha acompanhando o ritmo de alta dos seus pares, terminou a jornada em queda de 0,93%, a 14.656,18 pontos.

A sessão de hoje contou com a expectativa da fala do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, que participou de um evento on-line com professores e estudantes. Sem entrar em muitos detalhes sobre política monetária, ele comentou que a pandemia ainda representa um risco, mas ainda não se sabe o que a variante delta significa para a economia.

Powell também reconheceu que a política monetária tem suas limitações e defendeu que a política fiscal é uma ferramenta mais precisa para ajudar pessoas afetadas pela pandemia.

O presidente do Fed, contudo, não deu nenhum sinal mais claro sobre o que pensa sobre a redução do programa de compra de ativos, que vem sendo defendida por outros membros do BC americano.

Nesta terça, foi a vez do presidente do Federal Reserve (Fed) de Boston, Eric Rosengren, e do presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, reforçarem o ponto de vista de que houve progresso econômico suficiente para que a autoridade monetária dos EUA já pense em reduzir as compras de ativos.

O mercado espera que um anúncio sobre a data em que o Fed reduzirá as compras de ativos acontecerá no simpósio de Jackson Hole, no fim deste mês, ou na reunião de política monetária, em setembro.

"Estamos em um período de espera antes [do simpósio do Fed] de Jackson Hole, no fim do mês", comentou, em nota a clientes, o analista da Oanda Craig Erlam”.

Enquanto isso, dados divulgados nesta terça mostraram que as vendas no varejo dos EUA caíram 1,1% em julho, na comparação com o mês anterior, com ajuste sazonal, mas subiram 15,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado, para US$ 617,7 bilhões, de acordo com dados do Departamento do Comércio dos EUA. O recuo foi bem maior do que a expectativa dos economistas consultados pelo "Wall Street Journal", de queda de 0,3% no mês.

Já a produção industrial nos EUA subiu 0,9% em julho, de acordo com dados divulgados hoje pelo Federal Reserve. A leitura ficou acima da expectativa dos economistas consultados pelo "Wall Street Journal", de alta de 0,5% no período, e indica uma forte aceleração após o avanço de 0,2% em junho.

Wall Street também carregou o sentimento negativo trazido desde o pregão asiático, depois que a autoridade regulatória chinesa divulgou novos planos para proibir que companhias do setor de tecnologia do país adotem medidas de exclusividade forçada, como bloquear links e aplicativos de empresas concorrentes, além de proteções para a propriedade intelectual.

As ações chinesas listadas nas bolsas de Nova York enfrentaram outra onda de vendas. Os papéis do Alibaba caíram 4,91% e os do Baidu recuaram 2,86%.

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