02/08/2021 às 11h00min - Atualizada em 02/08/2021 às 11h00min

Dólar tem queda firme com exterior e juros futuros operam sem direção comum

O dólar abriu a segunda-feira em queda firme, refletindo o bom humor dos mercados internacionais, enquanto os juros futuros flutuam sem direção única nesta manhã.

Às 9h42, o dólar comercial recuava 1,39%, saindo a R$ 5,1372, perto da mínima do dia, de R$ 5,1367.

“O dólar está sob pressão novamente no início de uma semana importante”, diz o Brown Brothers Harriman. Segundo a instituição, após recuperar algumas de suas perdas recentes na sexta, o ICE Dollar Index (DXY), que compara o dólar a uma cesta de moedas de países desenvolvidos, está modestamente mais fraco, negociado abaixo dos 92 pontos.

“Os mercados ainda estão operando a coletiva de imprensa dovish [inclinação à manutenção de estímulos monetários] de [Jerome] Powell”, afirma o banco, em referência à entrevista mais recente do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que sinalizou para a continuidade da tendência acomodatícia da autoridade.

Nos juros, as taxas futuras davam sinais divergentes. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 subia de 6,32% no ajuste anterior para 6,325%; a do DI para janeiro de 2023 avançava de 7,81% para 7,845%; a do contrato para janeiro de 2025 caía de 8,70% para 8,69% e a do DI para janeiro de 2027 tinha baixa de 9,04% para 8,99%.

A Renascença cita que a curva de juros poderá exibir queda ao longo do pregão em razão de um ajuste após a forte alta da sexta-feira e pelos impactos do contexto positivo dos mercados globais nesta manhã. No entanto, a corretora avalia que não é possível descartar momentos de volatilidade para o mercado, tendo em vista que “os riscos políticos e fiscais nacionais seguem bastante presentes e ainda deverão permear as negociações do mercado”.

As falas do ministro Paulo Guedes dando conta de um “meteoro” nas contas públicas — o volume de R$ 90 bilhões em precatórios — que poderia gerar despesas extraordinárias à frente elevaram a percepção de risco fiscal dos agentes de mercado no último pregão e seguem no radar dos investidores.

Ao mesmo tempo, agentes financeiros também aguardam por uma agenda carregada na semana, com direito à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) e ao relatório sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos.

Vale mencionar que o Boletim Focus voltou a mostrar avanço nas projeções de economistas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mantendo os juros futuros de curto prazo pressionados.

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