Mercado de frango mantém exportações aquecidas e registra preços mistos

Setor segue com bom desempenho nas vendas externas enquanto cotações variam no atacado e permanecem estáveis para o frango vivo

Por Da Redação, com Safras & Mercado
2 Min

Mercado de frango mantém exportações aquecidas e registra preços mistos
Foto: Reprodução

O mercado brasileiro de carne de frango apresentou comportamento misto ao longo da última semana, com oscilações nos preços do atacado e estabilidade nas cotações do frango vivo. De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, o setor continua beneficiado pelo forte ritmo das exportações em 2026 e pela manutenção do controle sanitário sobre a Influenza Aviária, fator que garante a continuidade dos embarques internacionais.

Segundo Iglesias, os custos com nutrição animal seguem controlados, proporcionando boas perspectivas de rentabilidade aos produtores. Ele avalia que o equilíbrio entre oferta e demanda será decisivo para o restante do ano e ressalta que o conflito no Oriente Médio aumentou os custos logísticos das exportações, mas sem provocar redução significativa nos volumes comercializados.

“O equilíbrio de oferta se mostra fundamental para as pretensões do setor no restante da temporada. Influenza Aviária é outro elemento importante a ser considerado, que exige cuidados rotineiros. A guerra no Oriente Médio não tem produzido grande impacto em volume de exportação, apenas tornando a operação mais onerosa e demorada”, disse.

No atacado paulista, o quilo do peito congelado caiu de R$ 8,70 para R$ 8,50, enquanto a coxa passou de R$ 6,80 para R$ 6,90 e a asa recuou de R$ 11,50 para R$ 11. Na distribuição, o peito caiu para R$ 8,70, a coxa avançou para R$ 7,10 e a asa fechou em R$ 11,25. Já o frango vivo permaneceu em R$ 5,20 o quilo em São Paulo, mantendo estabilidade também em diversas outras regiões produtoras do país.

As exportações brasileiras de carne de aves e miudezas renderam US$ 237,64 milhões nos quatro primeiros dias úteis de junho, com embarque de 119,288 mil toneladas. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve crescimento de 111,4% na receita média diária, alta de 90,6% no volume médio exportado e valorização de 10,9% no preço médio por tonelada.


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