Coluna: UE traz nervosismo para o mercado de carne bovina
Exigências europeias sobre antimicrobianos reacendem discussões sobre rastreabilidade e barreiras comerciais
PorDa Redação•
2 Min
Foto: Reprodução
Na coluna De Olho no Mercado desta terça-feira (09), Fabiano Reis destaca a decisão da União Europeia de manter o Brasil fora da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal sob as novas regras relacionadas ao uso de antimicrobianos. Segundo ele, a medida reforça uma série de exigências que o setor interpreta como barreiras comerciais disfarçadas de critérios sanitários.
De acordo com a análise, a União Europeia importou 368,1 mil toneladas de carnes brasileiras em 2025, gerando receita de US$ 1,8 bilhão. Apenas a carne bovina respondeu por 128 mil toneladas exportadas e mais de US$ 1 bilhão em faturamento, com destaque para plantas frigoríficas habilitadas localizadas em Mato Grosso do Sul.
O colunista ainda explica que a legislação europeia proíbe a importação de produtos de origem animal provenientes de sistemas que utilizem antibióticos para ganho de produtividade. Embora reconheça que a pecuária brasileira destinada a esse mercado já atende a esses requisitos, a União Europeia exige comprovações abrangentes para todo o rebanho nacional, o que demandaria um sistema de rastreabilidade total e de elevado custo.