Vazio sanitário da soja começa em Mato Grosso e exige eliminação de plantas voluntárias
Período vai até 7 de setembro e faz parte das medidas para combater a ferrugem asiática e reduzir riscos à próxima safra.
PorDa Redação, com Safras & Mercado.•
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Foto: Divulgção/Embrapa
Teve início na segunda-feira (8) o vazio sanitário da soja em Mato Grosso, período em que fica proibida a manutenção de plantas vivas da cultura em lavouras, margens de rodovias, áreas de armazenamento e demais locais onde possa ocorrer germinação espontânea. A medida segue até 7 de setembro e integra as principais ações de prevenção contra a ferrugem asiática.
O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) alerta que os produtores devem eliminar as chamadas plantas voluntárias, conhecidas como "tigueras" ou "guaxas", que podem servir de hospedeiras para o fungo causador da doença durante o intervalo entre as safras.
Além da eliminação dessas plantas, os agricultores precisam monitorar constantemente as áreas de cultivo para identificar qualquer foco da doença e realizar o controle imediato quando necessário. O transporte de grãos e sementes também exige atenção especial, com cargas devidamente acondicionadas para evitar derramamentos ao longo das rodovias.
Segundo a Famato, durante as ações de fiscalização poderão ser emitidas notificações caso sejam encontradas irregularidades. O descumprimento das normas pode resultar em medidas administrativas, eliminação compulsória das áreas afetadas, aplicação de multas e outras sanções previstas na legislação estadual.
O calendário fitossanitário estabelece ainda que o plantio da soja para a safra 2026/2027 estará autorizado entre 7 de setembro de 2026 e 7 de janeiro de 2027, conforme regulamentação publicada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso.