Mercado do boi gordo lateralizado na semana e junho com forte expectativa de consumo interno

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Foto: Reprodução

A última semana do mês de maio deve ser marcado por operadores de mercado esperando melhor cenário para posicionamento, para quem vende boi gordo e para indústria que compra. Este momento de estudos entre as partes é por conta de uma situação de haver, cada vez mais clara, a informação para o pecuarista brasileiro que a cota chinesa não é um argumento ou motivo tão potente para segurar o preço do boi gordo. No ambiente interno, o mercado do boi gordo deve seguir lateralizado nesta semana, há uma tranquilidade no setor industrial paulista, que conta com escala de abate em torno de nove dias, no Mato Grosso do Sul por volta de oito e até mesmo no Mato Grosso a escala subir para pouco mais que sete dias. Do seu lado, o pecuarista conta com boas condições de pastagens em muitos estados produtores. O marasmo, certa paradeira, identificada no início desta semana, estende-se por demais elos da cadeia produtiva da carne bovina, seja no varejo ou no atacado. O peso da segunda quinzena e, o custo mais baixo de outras proteínas, dão o tom do momento da demanda doméstica. Por outro lado, há uma forte probabilidade de alta de consumo de carne bovina em junho, mês de festa de São João, Santo Antônio, etc. Também os jogos de futebol da Copa do Mundo. Nas mídias sociais já é possível ver lista de indicação de jogos para serem acompanhados com churrasco. Já a demanda externa segue muito aquecida, com o volume de carne bovina embarcada nos 15 primeiros dias úteis do mês em 203,480 mil toneladas, 14,5 mil toneladas abaixo do registrado em todo mês de maio de 2025, restando uma semana para computar. A receita da indústria frigorífica exportadora já deixou a do quinto mês do último ano para trás, e atingiu US$ 1,321 bilhão. Um dos fatores mais importantes para os resultados parciais é o valor da tonelada exportada, a média até o momento é de US$ 6.492,4,  são US$ 1.292 acima do valor médio da toneladas em maio de 2025.