“Menor oferta de bois em 2026”: em algum momento, argumento vai predominar
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Mercado do boi em compasso de espera com pressão negativa, ressentindo o impacto da leitura negativa da cota de carne bovina para China estar perto de ser completada. Este aspecto intenso tem aparecido com peso nas negociações e argumentos de baixa para o valor da arroba. Contudo, não há consideração (frente aos últimos anos) mais aprimorada sobre a redução de oferta de animais para abate nos próximos três meses e, ainda que algumas plantas tenham formado melhor escala em algumas praças de produção, em outras a escala diminuiu sensivelmente. No fator consumo de carne bovina doméstico, maior parte da destinação da produção brasileira, ele vem se mantendo regular, respeitando a sazonalidade mensal, mas com níveis aquecidos mesmo frente a um preço que não cede e a concorrência com outras carnes, suína e de frango, cada dia mais competitivas e que se apresentam como alternativas ao consumidor brasileiro. As exportações de carne bovina e cota chinesa são grande alvo dos operadores, para alguns o preenchimento da meta é o fator determinante para a precificação da arroba, especialmente. É fato que no final de semana o Departamento de Alfândegas da China trouxe o dado de 65,4% do volume atingindo, também sabemos que no caminho, entre Brasil e China, há quase 150 mil toneladas chegando. Este volume já faria atingir cerca de 80% da cota, talvez, um pouco mais. E os desdobramentos disso? Além da pressão negativa nos preços da arroba, de maneira generalizada, mesmo que a intensidade de baixa seja diferente de uma praça para outra, algumas plantas habilitadas para exportar carne para China, pararam sua produção deste tipo de corte. Uma das grandes indústrias do Brasil descontinuou a produção de “carne-China” em 18 unidades, metade de suas plantas no País. Também, é relevante notar que as plantas que não estão abatendo “Boi China” era onde os preços estavam mais altos. Estratégia super normal. Por fim, é natural haver a turbulência de momento, a soma da cota da China, da redução de chuvas e pastagens pelo país, da segunda quinzena, até o possível bloqueio da União Europeia a partir de setembro, mas é fato algo que é a marca de 2026. A oferta de bovinos para corte é menor e em algum momento este fato deve predominar no mercado.