Café fecha em baixa nas bolsas com realização de lucros e avanço da safra brasileira

Arábica e robusta recuaram nesta terça-feira em meio a ajustes técnicos e ao progresso da colheita no Brasil, que continua pressionando o mercado

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Café fecha em baixa nas bolsas com realização de lucros e avanço da safra brasileira
Foto: reprodução

As cotações do café terminaram o pregão desta terça-feira (12) em queda nos mercados internacionais, refletindo um movimento de realização de lucros após as recentes altas e a pressão exercida pelo avanço da safra brasileira.

Na bolsa de Nova York, o café arábica encerrou o dia em baixa em todos os principais vencimentos. O contrato com entrega em julho/26 fechou a 280,15 cents por libra-peso, com recuo de 215 pontos. O setembro/26 terminou negociado a 272,80 cents/lbp, queda de 205 pontos, enquanto o dezembro/26 encerrou a 266,30 cents/lbp, desvalorização de 195 pontos.

Na bolsa de Londres, o café robusta também registrou perdas. O contrato julho/26 fechou cotado a US$ 3.482 por tonelada, com baixa de 22 pontos. O setembro/26 terminou a US$ 3.363 por tonelada, recuo de 19 pontos, e o novembro/26 encerrou a US$ 3.288 por tonelada, com perda de 14 pontos.

Ao longo do dia, o mercado passou por ajustes de posições depois da forte volatilidade observada nas últimas sessões. Além do movimento técnico, os investidores continuaram atentos ao andamento da colheita no Brasil, especialmente do café conilon, cuja maior oferta mantém pressão sobre os preços do robusta nas bolsas internacionais.

As condições climáticas também seguiram no foco dos agentes de mercado. Os investidores acompanham a chegada de uma massa de ar frio à região Sul do Brasil nos próximos dias, em um período que antecede o inverno nas principais áreas produtoras. Até o momento, porém, não há sinais de impactos significativos sobre as lavouras de café.

Exportações

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil informou nesta terça-feira que o Brasil embarcou aproximadamente 3,04 milhões de sacas de café em abril. Os dados passam a ser monitorados pelo setor como um indicativo do ritmo das exportações brasileiras neste início de safra.


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