Pressão negativa na arroba do boi gordo e o fator de sazonalidade

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Foto: Reprodução

Entramos no mês de maio e a sazonalidade do período tem dado as “cartas” no mercado do boi gordo, com os efeitos de propostas mais baixas por animais de abate no Brasil, em especial, na praça de referência, São Paulo. O cenário não chega a ser uma novidade e trata-se da continuidade de um movimento iniciado na quinzena de abril, com a indústria conseguindo formar escalas melhores, no começo pagando mais caro e, depois, através da pressão negativa de preços.

Quando cito as escalas de abate mais alargadas e já falei sobre o tema, não se trata de nada exagerado ou muito acima da realidade, está em 10 dias. Por outro lado, trata-se do dobro de dias que tínhamos no auge da arroba do boi durante o mês de abril. Os fatores mostram que no dia 4 de maio, segunda-feira, o Indicador Datagro estava em R$ 351,98 por arroba, no Mato Grosso em R$ 356,11 no Mato Grosso do Sul, R$ 347,70.

Outro elemento que mostra este cenário de desvalorização, com exceção de MT, são as cotações da Scot Consultoria, o pagamento a prazo está em R$ 355 por arroba em São Paulo, uma queda de R$ 5 no dia. No Mato Grosso, em média, 353, mas com precificação de R$ 355 em Cuiabá. Já no MS, os valores estáveis em R$ 349, após quedas na última semana.

Para encerrar, é possível destacar que a pressão deve seguir durante o mês de maio, com o ajuste de lotação e pastagem. A indústria deve procurar ficar o máximo “calçada” para o mês de junho, que conta com festas de São João e Copa do Mundo. A expectativa de consumo doméstico é alta. Também, é previsível que a cota de exportação para a China seja batida entre junho e julho, fator que não deveria ser motivo de pressão no último trimestre do ano na B3. O fato é que há bom volume de exportações para outros mercados, forte expectativa com Japão e uma produção de carne bovina menor em 2026.