O mercado brasileiro de frango registrou estabilidade nos preços no atacado e variações no mercado do animal vivo ao longo da semana, segundo levantamento da Safras & Mercado. De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda apresenta incertezas, embora exista possibilidade de reajustes no curto prazo.
Entre os fatores de atenção para o setor estão as exportações brasileiras, que enfrentam riscos associados a diferentes frentes. Entre eles estão os impactos da Influenza Aviária em países vizinhos, como Chile e Argentina, além de registros da doença em animais selvagens no Rio Grande do Sul. Outro ponto observado é o cenário geopolítico relacionado à Guerra no Oriente Médio, que pode influenciar os custos das operações de exportação.
No mercado atacadista de São Paulo, os preços dos cortes congelados permaneceram estáveis durante a semana. O quilo do peito foi mantido em R$ 8,60, o da coxa em R$ 6,30 e o da asa em R$ 10,50. Na distribuição, o peito permaneceu em R$ 8,90, a coxa em R$ 6,50 e a asa também em R$ 10,50.
Entre os cortes resfriados vendidos no atacado, as cotações também não apresentaram alterações. O quilo do peito seguiu em R$ 8,70, o da coxa em R$ 6,40 e o da asa em R$ 10,40. Na distribuição, o peito permaneceu em R$ 9,00, a coxa em R$ 6,40 e a asa em R$ 10,60.
No mercado do frango vivo, o levantamento mensal da Safras & Mercado apontou estabilidade em algumas regiões e leves altas em outras. Em São Paulo, o quilo do animal vivo foi mantido em R$ 4,50. Na integração do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a cotação permaneceu em R$ 4,65, enquanto no oeste do Paraná ficou em R$ 4,60.
Entre as altas registradas, o quilo do frango vivo passou de R$ 4,35 para R$ 4,40 no Mato Grosso do Sul e de R$ 4,40 para R$ 4,45 em Goiás. Em Minas Gerais, a cotação avançou de R$ 4,45 para R$ 4,50, enquanto no Distrito Federal subiu de R$ 4,40 para R$ 4,45. Já no Ceará, o preço permaneceu em R$ 6,20, em Pernambuco em R$ 5,50 e no Pará em R$ 6,40.