Qualidade da carne impulsiona demanda nos Estados Unidos
Participação de cortes classificados como USDA Prime supera 14% em 2026
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A melhoria na qualidade da carne bovina tem ganhado destaque na cadeia produtiva dos Estados Unidos, segundo análise do economista agrícola Kenny Burdine, publicada na Beef Magazine. De acordo com o especialista, o avanço na classificação das carcaças é um fator relevante para sustentar a demanda no país.
Dados citados por Burdine indicam crescimento na participação de bovinos classificados como “USDA Prime”, nível mais alto de qualidade. A média foi de 9,2% em 2023, subiu para 11,8% em 2025 e já ultrapassa 14% em 2026, evidenciando uma tendência de melhora contínua na qualidade da carne ofertada.
O aumento no peso médio de abate também contribui para esse cenário, uma vez que os animais permanecem mais tempo em engorda, favorecendo classificações superiores. Segundo o economista, preços firmes do gado terminado e custos moderados de ganho de peso têm incentivado esse processo ao longo do tempo.
A evolução na qualidade não é recente e acompanha uma tendência de décadas, com crescimento da proporção de cortes de maior valor agregado e redução de categorias inferiores, como o “USDA Select”. Paralelamente, a demanda por proteínas nos Estados Unidos permanece elevada, mesmo diante de preços historicamente altos.
Burdine também observa que fatores como mudanças nos hábitos alimentares, maior aceitação das proteínas e o uso de medicamentos à base de GLP-1 podem influenciar o consumo. Nesse contexto, mesmo com a carne bovina apresentando preços elevados em relação a outras proteínas, o consumo segue sustentado no mercado norte-americano.