Produção mundial de carne bovina cai e sustenta alta dos preços em 2026
Relatório aponta redução da oferta no Brasil, Estados Unidos e China e prevê continuidade da pressão sobre o mercado
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A produção mundial de carne bovina registrou queda de 2,5% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento da RaboResearch, divisão de estudos do Rabobank. A redução da oferta tem contribuído para a valorização dos preços da proteína em diversos mercados internacionais. No Brasil, os preços da carne bovina avançaram 9% no primeiro trimestre em relação ao último trimestre de 2025. No mesmo período, os valores aumentaram 4% no Uruguai, 2% nos Estados Unidos e 2% na Europa. A pesquisa projeta que a produção brasileira recue 4% ao longo deste ano, enquanto Estados Unidos e China devem registrar quedas de 3% e 2%, respectivamente. Na Europa, a retração também é significativa, com redução de 4% na produção até fevereiro, destacando-se as quedas de 14% na Irlanda, 8% na Polônia, 4% na Alemanha e 2% na França. Já nos Estados Unidos, as importações cresceram 15% no primeiro trimestre, enquanto a menor disponibilidade de animais elevou em 16% os preços do gado terminado e entre 32% e 37% as cotações dos animais jovens. Na direção oposta, a Austrália ampliou o processamento de bovinos para níveis recordes, com 2,3 milhões de cabeças abatidas no primeiro trimestre, e elevou em 16% suas exportações de carne bovina nos quatro primeiros meses do ano. A Nova Zelândia também deve registrar crescimento da produção entre 3% e 4% em 2026, mesmo diante da redução temporária das exportações provocada pela retenção de animais favorecida pelas boas condições das pastagens.