O mercado do milho encerrou o pregão desta quarta-feira (25) com valorização superior a 1% na Bolsa de Chicago, impulsionado por notícias positivas vindas do setor de combustíveis nos Estados Unidos. Os contratos mais negociados avançaram entre 4,25 e 5,25 pontos, com o vencimento de maio fechando a US$ 4,67 e o de julho a US$ 4,77 por bushel.
A EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA) optou por ampliar o mandato de mistura de combustíveis no país.
"O waiver permitirá vendas de E15 entre 1º e 20 de maio, mantendo E10 e E15 no verão. A medida reforça o consumo de etanol em um cenário de energia mais cara, sustentando diretamente a demanda interna por milho americano", afirma a equipe da Agrinvest Commodities. Ainda nesta quarta-feira, os contratos futuros do cereal registraram alta acima de 1%, influenciando também o desempenho do trigo.
Ao mesmo tempo, os mercados seguem atentos ao cenário geopolítico, às oscilações do petróleo e aos conflitos no Oriente Médio. Além disso, os agentes já se posicionam diante da divulgação das primeiras estimativas oficiais de área para a safra 2026/27 dos Estados Unidos, que será apresentada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no fim deste mês.
As projeções apontam para expansão da área destinada à soja e redução no milho. Esse movimento ganhou força entre analistas após a escalada dos preços dos fertilizantes, especialmente os nitrogenados, influenciada pelas tensões no Oriente Médio.
B3 DE LADO
Na B3, os preços encerraram o dia com leves altas. Enquanto o avanço em Chicago deu suporte às cotações, a desvalorização do dólar frente ao real limitou ganhos mais expressivos.
"O mercado está em processo de acomodação. Em São Paulo, a oferta tem dado sinais de melhora com a entrada da safra nova de verão e a maior e a maior disposição do produtor em vender. Esse aumento reduz a a pressão especulativa ligada ao petróleo e às tensões externas", traz a Agrinvest Commodities.