Os preços do petróleo subiram com força na sexta-feira (20) e alcançaram o maior nível em quase quatro anos. A alta ocorreu em meio ao agravamento da crise no Oriente Médio, com o Iraque declarando força maior em todos os campos de petróleo desenvolvidos por empresas estrangeiras e com a escalada da guerra do Irã. A reportagem é de Georgina McCartney, da Reuters.
No fechamento do dia, os contratos futuros do Brent para maio avançaram US$ 3,54, ou 3,26%, e encerraram cotados a US$ 112,19 por barril, o maior valor desde julho de 2022. Já o petróleo dos Estados Unidos, o West Texas Intermediate, subiu US$ 2,18, ou 2,27%, fechando a US$ 98,32 no contrato de abril, que venceu nesta sexta. O contrato mais negociado do segundo mês fechou a US$ 98,23, com alta de 2,8%. Na máxima da sessão, o Brent chegou a subir mais de US$ 4.
O mercado reagiu ao aumento da tensão militar. Segundo a reportagem, a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã não dava sinais de recuo, com ataques a estruturas importantes de energia no Irã e ações dessa nação contra países vizinhos, como Arábia Saudita, Catar e Kuweit.
John Kilduff, sócio da Again Capital, afirmou que esse é o pior cenário possível para o mercado, porque além da força maior no Iraque, há um número significativo de tropas dos Estados Unidos sendo reunidas no Golfo Pérsico. Para ele, as chances de uma solução rápida e de retorno do fornecimento global pelo Estreito de Ormuz estão diminuindo.
No acumulado da semana, o Brent avançou cerca de 8,8%. Já o WTI do primeiro mês teve queda de cerca de 0,4% em comparação com o fechamento da sexta-feira anterior. O desconto do WTI em relação ao Brent atingiu na quarta-feira o maior nível em 11 anos.