O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com baixa liquidez e retração nos preços, influenciado por movimentos divergentes entre o câmbio e o mercado internacional. Enquanto o dólar apresenta recuo, a Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) tenta recuperação técnica após forte queda no pregão anterior, cenário que tem reduzido o volume de negócios no país.
Segundo análise da Safras & Mercado, a combinação de fatores externos resultou em um dia com poucas negociações relevantes, marcado por operações pontuais e ausência de maior interesse tanto por parte de compradores quanto de vendedores. A desvalorização no mercado físico ampliou o spread entre os agentes, enquanto os prêmios registraram leve alta, sem compensar as perdas.
Nas principais praças, os preços apresentaram recuos expressivos. Em Passo Fundo, a saca caiu de R$ 126,00 para R$ 122,00, enquanto em Santa Rosa recuou de R$ 127,00 para R$ 123,00. Em Cascavel, os valores passaram de R$ 121,00 para R$ 116,00, e em Rondonópolis, de R$ 108,00 para R$ 106,00. Já em Dourados, a cotação caiu de R$ 112,00 para R$ 110,00, enquanto em Rio Verde recuou de R$ 111,00 para R$ 107,00.
Nos portos, os preços também acompanharam o movimento de baixa. Em Porto de Paranaguá, a saca recuou de R$ 132,00 para R$ 127,00, enquanto no Porto de Rio Grande, os valores passaram de R$ 132,00 para R$ 128,00.
No cenário internacional, os contratos da soja na CBOT registravam leve alta, com o vencimento maio/2026 cotado a 11,59 3/4 centavos de dólar por bushel, após recuo próximo de 6% na sessão anterior. O movimento ocorre em meio a uma tentativa de ajuste técnico, com suporte adicional da valorização do petróleo no mercado de Nova York, influenciada pelas tensões no Oriente Médio.