O mercado de milho fechou a semana com uma leve alta nas bolsas, apesar do cenário de oferta global que se mostra um pouco mais confortável. Essa situação foi influenciada pelo relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trouxe revisões otimistas para a produção da Ucrânia e do Brasil.
Essa ampliação na disponibilidade mundial do cereal foi apenas parcialmente mitigada por uma redução na safra argentina, mantendo uma pressão moderada sobre os preços.
No entanto, fatores externos contribuíram para sustentar o mercado ao longo da semana, notavelmente a influência dos movimentos do petróleo no mercado de etanol. A volatilidade e a cautela dos investidores, impulsionadas pelas oscilações nos preços da energia, adicionaram suporte às negociações.
Conforme dados da plataforma Grainsights, da Grão Direto, o milho spot na Chicago Board of Trade registrou alta de 1,3% no fechamento da semana.
No Brasil, o contrato futuro do cereal na B3 seguiu a tendência de valorização, fechando a R$ 75,29 por saca, com um avanço de 0,61% no período. Esse movimento nas bolsas impulsionou também ajustes positivos no mercado físico em várias regiões produtoras. Por exemplo, em Uberlândia (MG), as cotações alcançaram cerca de R$ 64,79 por saca, um aumento de aproximadamente 1%.