O mercado brasileiro de frango apresentou estabilidade nos preços tanto no atacado quanto no vivo ao longo da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o ambiente de negócios ainda aponta para possível recuo das cotações no curto prazo, reflexo da grande disponibilidade de produto, especialmente na região Nordeste.
Iglesias destaca como ponto positivo a queda nos preços do milho, o que ajuda a reduzir os custos de nutrição animal. Outro fator relevante é o aumento do descarte de matrizes, estratégia que sinaliza redução no alojamento de pintinhos e pode contribuir para ajuste da oferta no médio prazo.
No atacado, os preços permaneceram estáveis, mas o descompasso entre oferta e demanda segue evidente. “O ganho de competitividade da carne de frango frente às proteínas concorrentes é fundamental para a retomada dos preços”, afirma Iglesias, lembrando que o consumidor brasileiro ainda prioriza proteínas mais acessíveis devido ao baixo poder de compra de parte significativa da população.
No atacado paulista, o quilo do peito congelado seguiu em R$ 9,50, a coxa em R$ 6,70 e a asa em R$ 11,00. No vivo, Minas Gerais manteve o preço em R$ 5,10 e São Paulo em R$ 5,20.
As exportações de carne de aves renderam US$ 795,223 milhões em janeiro, com embarque de 430,379 mil toneladas. Na comparação anual, houve crescimento de 5,6% no valor médio diário, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.