Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento na Foz do Amazonas

Órgão ambiental e empresa divergem sobre riscos ao meio ambiente

Por -Da Redação, com Agência Brasil
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Foto: Pedro Teixeira/Agência Brasil

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras por um vazamento ocorrido no dia 4 de janeiro durante perfuração marítima na Bacia da Foz do Amazonas. O derramamento aconteceu a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, na Margem Equatorial brasileira.

Segundo o Ibama, houve descarga de 18,44 metros cúbicos de Fluido de Perfuração de Base Não Aquosa, uma mistura oleosa utilizada na exploração de petróleo, proveniente do Navio Sonda 42 (NS-42). O órgão classificou o material como de risco médio para a saúde humana e para o ecossistema aquático, conforme a Instrução Normativa nº 14, de julho de 2025.

A Petrobras confirmou o recebimento do auto de infração e informou que tomará “as providências cabíveis”. A empresa, no entanto, contesta a avaliação do Ibama e afirma que o fluido é biodegradável, não persistente, não bioacumulável e não tóxico. “Atende todos os parâmetros do órgão ambiental e não gera qualquer dano ao meio ambiente”, informou em nota.

A Petrobras tem prazo de 20 dias para pagar a multa ou apresentar defesa administrativa. O vazamento ocorreu durante a conexão de linhas auxiliares entre a sonda e o poço Morpho. Após o episódio, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) impôs novas exigências para a retomada da perfuração, incluindo a substituição de todos os selos do riser de perfuração.