O mercado da soja iniciou as negociações desta segunda-feira (2) em terreno negativo na Bolsa de Chicago. Próximo das 7h10 (pelo horário de Brasília), os contratos principais registravam perdas ligeiramente superiores a 4 pontos: o vencimento para março era cotado a US$ 10,59 e o de maio a US$ 10,72 por bushel. O movimento de queda se estende aos contratos futuros de óleo e farelo, além de contagiar o milho e o trigo.
A dinâmica atual reflete uma sessão de ajustes técnicos após as valorizações observadas na última semana. No entanto, o setor continua pressionado por fundamentos de mercado e pela cautela diante de um panorama geopolítico que permanece instável e complexo.
Somado aos ajustes técnicos, os investidores se antecipam a um hiato de notícias e demanda vindo da China. Com a chegada do Ano Novo Lunar, o feriado mais relevante do calendário chinês, espera-se um período de pelo menos dez dias de paralisação nas atividades do gigante asiático. Recentemente, a China intensificou a aquisição da soja brasileira para garantir estoques confortáveis durante o período festivo.
O clima de retração também atinge outros setores:
Commodities: Petróleo, ouro e cobre registram perdas, buscando estabilização após a forte volatilidade da semana anterior.
Câmbio: O dólar index opera com uma leve valorização, fator que contribui para manter as commodities sob pressão no mercado internacional.