As chuvas intensas registradas ao longo de janeiro impactaram o mercado citrícola paulista, principalmente no segmento de mesa, aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com o Centro de Pesquisas, o excesso de umidade aumentou a incidência de podridões e fungos nos pomares, provocando queda de frutos e comprometendo a qualidade e a durabilidade da laranja após a colheita.
Nesse cenário, pesquisadores explicam que parte da produção que seria destinada à indústria acaba sendo perdida, enquanto outra parcela chega ao mercado com padrão inferior. Esse movimento amplia a pressão sobre os preços em um ambiente que já conta com oferta elevada.
Ainda segundo o Cepea, o recebimento de frutas no mercado spot segue mais limitado. As indústrias estão focadas principalmente no cumprimento dos últimos contratos firmados e no processamento de frutas próprias, reduzindo a demanda por novas compras no mercado.