Mercado brasileiro da soja segue lento e sem grandes novidades

Chicago opera em alta moderada, mas queda do dólar limita reação dos preços no Brasil

Por -Da Redação, com Safras & Mercado
2 Min

Mercado brasileiro da soja segue lento e sem grandes novidades
Foto: reprodução

O mercado brasileiro de soja deve continuar sem grandes novidades na quinta-feira (29), com os dois principais formadores de preços atuando em sentidos opostos. Enquanto a Bolsa de Chicago registra leve alta, sustentada pelas preocupações com o clima na Argentina, o dólar abriu o dia em queda frente ao real, abaixo de R$ 5,20, funcionando como um freio para as cotações internas. Diante desse cenário, a comercialização segue em ritmo lento.

Na quarta-feira (28), o mercado apresentou poucas mudanças ao longo do dia, com preços operando de forma mista nas principais regiões produtoras. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, mesmo com o suporte vindo de Chicago e a volatilidade cambial observada durante o pregão, o volume de negócios permaneceu fraco.

De acordo com o analista, a recente alta dos fretes passou a pesar de maneira significativa na formação das ofertas dos compradores. Nos portos, as indicações de preços tiveram melhora limitada, enquanto no interior o impacto do custo logístico acabou pressionando algumas praças, levando inclusive a recuos pontuais nas cotações.

Silveira destaca que não houve registro de volumes expressivos negociados. O produtor segue mais cauteloso, cadenciando as vendas e ofertando soja apenas quando há necessidade. No geral, o mercado permaneceu lento, mesmo diante da alta em Chicago e da movimentação do dólar.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 125 para R$ 124. Em Santa Rosa (RS), recuou de R$ 126 para R$ 125. Em Cascavel (PR), os preços passaram de R$ 117 para R$ 116. Em Rondonópolis (MT), a cotação se manteve em R$ 108, enquanto em Dourados (MS) ficou em R$ 111. Já em Rio Verde (GO), o valor seguiu em R$ 109.

Nos portos, Paranaguá (PR) subiu de R$ 126,50 para R$ 127 por saca, enquanto no terminal de Rio Grande (RS) houve avanço de R$ 128 para R$ 129.


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