A semana começou com valorização para o cacau na Bolsa de Nova York, movimento influenciado por reposicionamentos técnicos do mercado. Os contratos com vencimento em março de 2026, que já haviam subido 3% no fechamento anterior, encerraram a segunda-feira (5/1) com nova alta de 3,51%, atingindo o patamar de US$ 6.077 por tonelada.
Somado aos ajustes técnicos, a inclusão da amêndoa no índice de commodities da Bloomberg surge como um catalisador para os preços em breve, visto que deve ampliar o volume de operações no mercado futuro.
De acordo com o portal Mercado do Cacau, "fundos que operam no índice deverão adquirir aproximadamente 30% do interesse em aberto do contrato de cacau negociado em Nova York, fato que deve gerar suporte adicional às cotações."
Em contrapartida, o otimismo em relação à safra 2025/26 na África Ocidental atua como um limitador para os ganhos. Com a expectativa de maior oferta, os preços encontram resistência para se consolidarem muito acima da marca de US$ 6 mil por tonelada na praça americana.
Outras Commodities
Café: O café arábica registrou uma variação positiva discreta em Nova York. Os papéis para março de 2026 avançaram 0,57%, encerrando o dia a US$ 3,5935 por libra-peso.
Açúcar: No setor sucroenergético, os contratos para março de 2026 subiram 0,89%, sendo negociados a 14,73 centavos de dólar por libra-peso.
Algodão: A pluma também fechou no azul, com alta de 1% para os contratos de março de 2026, estabelecidos em 64,65 centavos de dólar por libra-peso.
Suco de Laranja: Na bolsa nova-iorquina, o suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) para março apresentou valorização de 0,43%, finalizando a sessão a US$ 1,9845 por libra-peso.