A China ultrapassou a Rússia e se tornou a principal fornecedora de fertilizantes para o Brasil em 2025. A mudança ocorreu após os produtores brasileiros passarem a buscar insumos de menor concentração, devido à alta dos preços dos fertilizantes mais tradicionais.
Com a valorização da ureia, muitos importadores optaram pelo sulfato de amônio, produto mais barato, mas com menor concentração de nutrientes. As compras desse fertilizante cresceram de forma significativa, e a China respondeu por quase todo o volume importado.
Especialistas alertam que o aumento da dependência da China pode trazer riscos, já que o país possui forte controle sobre suas exportações. Além disso, o uso de produtos de menor concentração exige maior volume, o que eleva os custos logísticos.
Para a safra atual, os volumes estão garantidos, mas o foco agora está no abastecimento para as próximas safras, especialmente a de 2026/27.