O preço do cacau subiu 6,9% nesta quarta-feira (22), chegando a US$ 6.326 por tonelada. O aumento foi motivado por preocupações com a safra no Oeste Africano e pela decisão da União Europeia de adiar em apenas seis meses a aplicação da lei antidesmatamento.
Segundo o analista Lucca Bezzon, da StoneX, o mercado esperava um prazo maior para a implementação da nova regra, que exige comprovação de origem livre de desmatamento para produtos agrícolas. O adiamento menor elevou a percepção de risco sobre a oferta futura.
Costa do Marfim e Gana, principais produtores mundiais, respondem juntos por quase metade da produção global. Problemas climáticos nessas regiões afetam diretamente o equilíbrio do mercado.
A expectativa para 2025/2026 é de melhora gradual na produção, com recuperação da oferta na África e aumento em países como Brasil, Equador e Indonésia.
Mesmo assim, especialistas acreditam que a volatilidade deve continuar. “O mercado caiu bastante, o que pode limitar novas quedas. Movimentos de alta, como o de hoje, podem voltar se houver novas notícias sobre risco de produção”, afirmou Bezzon.