Açúcar se recupera em NY e Londres, mas analistas alertam para limite nas altas

Demanda internacional sustenta preços, mas expectativa de realização de lucros e superávit global podem frear valorização

Por -Da Redação, com Notícias Agrícolas
2 Min

Açúcar se recupera em NY e Londres, mas analistas alertam para limite nas altas
Foto: Reprodução

O mercado do açúcar registrou recuperação nesta quinta-feira (2), revertendo parte das perdas da sessão anterior. Em Nova Iorque, o contrato de março/26 avançou 1,80%, para 16,42 cents de dólar por libra-peso, enquanto o de maio/26 subiu 1,53%, negociado a 15,95 cents. Na bolsa de Londres, o contrato de dezembro/25 também apresentou valorização de 2,03%, cotado a US$ 462 por tonelada.

Segundo Mauricio Muruci, analista da Safras & Mercado, o avanço é sustentado pela alta na demanda internacional, que vem puxando os preços desde a semana passada. “Esse crescimento da procura tem dado suporte ao mercado, que já havia acumulado ganhos significativos em Nova Iorque”, afirmou.

Apesar da recuperação, Muruci adotou tom de cautela. Ele avaliou que, após mais de uma semana de altas consecutivas, a expectativa de realização de lucros aumenta significativamente. “As entregas físicas elevadas no contrato de outubro/25 dão suporte momentâneo, mas não garantem uma tendência de alta duradoura”, explicou.

O analista lembrou que a trajetória em Nova Iorque ainda segue dentro de uma tendência de baixa iniciada no começo do ano. Para ele, os preços devem buscar equilíbrio em torno de 16 cents/libra-peso no curto prazo, mesmo diante da possibilidade de quedas adicionais.

Outro fator apontado por Muruci é o superávit esperado para a safra global 2025/26, que deve limitar qualquer movimento mais expressivo de valorização.

Nesta quarta-feira (1º), a bolsa ICE informou que as entregas de açúcar bruto no vencimento do contrato de outubro somaram 30.032 lotes, o equivalente a 1,52 milhão de toneladas.

A maior parte desse volume será embarcada a partir dos portos brasileiros de Santos e Paranaguá, com saídas adicionais de Maceió e Recife. Também haverá exportações a partir de portos no México, Guatemala, Nicarágua e Argentina.

Com a demanda aquecida, mas em meio a um cenário global de maior oferta, o mercado segue atento ao equilíbrio entre valorização pontual e a tendência de queda de longo prazo


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