Atenção redobrada no pico da seca: vermifugação estratégica é essencial para manter a eficiência e a sanidade do rebanho

Protocolo 5-8-11 contribui com a melhora do desempenho dos animais e maximiza os resultados na fazenda

André Luiz Casagrande
29/08/2025 09h31 - Atualizado há 17 horas
Atenção redobrada no pico da seca: vermifugação estratégica é essencial para manter a eficiência e a sanidade
Foto: Divulgação/Zoetis

Os parasitas estão entre os problemas sanitários de maior impacto nas fazendas de gado, causando prejuízos estimados em cerca de R$ 70 bilhões por ano à pecuária brasileira. Em regiões como o Sudeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil, caracterizadas por uma estação seca bem definida entre os meses de maio e outubro, a disponibilidade nutricional das pastagens torna-se limitada. Essa restrição compromete a resposta imunológica dos animais, impactando negativamente seu desempenho produtivo e sanitário.

Diante desse cenário, encontrar meios de mitigar os impactos causados por essas condições têm sido um dos principais objetivos de quem trabalha no segmento. Dentre as estratégias desenvolvidas para esse combate, está o protocolo de controle de verminose 5-8-11. Ele consiste em realizar vermifugações estratégicas em maio, agosto e novembro — correspondendo ao início da seca, meio da seca e o início das águas. Esse calendário garante um controle contínuo e eficaz dos parasitas, atuando justamente nos períodos de maior ameaça das verminoses ao rebanho.

"A vermifugação precisa ser um cuidado constante ao longo do período mais crítico do ano que vai do início da estação seca até o início das águas. Quando o controle é feito apenas de forma pontual, os prejuízos produtivos são inevitáveis. Agosto, por exemplo, é um dos meses mais desafiadores do ponto de vista sanitário, já que os animais enfrentam estresse nutricional e maior vulnerabilidade. Por isso, é fundamental reforçar o manejo estratégico nesse período, com produtos eficazes”, alerta o gerente técnico de ruminantes da Zoetis. Elio Moro

Segundo ele, o controle adequado das verminoses reduz prejuízos bilionários à pecuária, melhora a conversão alimentar, aumenta o ganho médio diário de peso e assegura o desenvolvimento saudável dos animais. “Isso fortalece a produtividade das fazendas e contribui para a evolução sustentável do segmento pecuário”, complementa.

Benefícios da estratégia

De acordo com o especialista, dentre os principais benefícios promovidos com a adoção da estratégia 5-8-11 estão a proteção contínua da saúde animal, o melhor aproveitamento nutricional, ganho de peso superior (em estudos, 20 kg a mais em comparação a protocolos menos completos e sem aplicação em agosto) e a redução das perdas produtivas causadas pela infestação de parasitas.

Moro informa que o controle estratégico de verminose 5-8-11 se aplica em todas as regiões em que se tem uma estação climática bem definida em que a seca vai de maio/junho até outubro/novembro e se aplica em gado de corte da desmama até 18/20 meses de idade. “Essa categoria animal é considerada a mais susceptível as verminoses e portanto o retorno econômico é maior nessa categoria quando implementamos o controle estratégico de verminose 5-8-11”, analisa.

Além disso, conforme explica, ela permite enfrentar, de forma mais, eficiente o estresse nutricional e sanitário durante a seca. O protocolo completo prevê o tratamento dos animais em maio, agosto e novamente em novembro. Nesse viés, Moro relata que a gestão é fundamental porque a saúde do rebanho depende de decisões de manejo tomadas diariamente.

“Quando guiadas por planejamento estratégico e conhecimento técnico, essas decisões resultam em maior produtividade, animais mais saudáveis e mais tranquilidade para o produtor, que sabe estar cuidando bem de cada etapa da produção”, observa.

Tecnologia como aliada

Na avaliação do especialista, a tecnologia, por meio de medicamentos eficazes, como a moxidectina, protocolos validados cientificamente e ferramentas de planejamento estratégico, possibilita um controle mais preciso das verminoses. Isso garante que o manejo seja assertivo, evitando perdas silenciosas e elevando a eficiência produtiva no campo.

Por isso, pensar na vermifugação como um cuidado contínuo e integrado ao calendário sanitário da propriedade é fundamental. Protocolos como o 5-8-11 oferecem justamente essa segurança: uma linha de atuação clara, eficiente e com base técnica, capaz de proteger o rebanho nos momentos certos e contribuir para um crescimento saudável e rentável.

“A saúde do rebanho começa nas decisões diárias de manejo. E quando essas decisões são guiadas por conhecimento técnico e planejamento, os resultados aparecem não só nos números da balança, mas também na tranquilidade de quem sabe que está cuidando bem de cada etapa da produção”, conclui Moro.


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