JBS registra lucro de R$ 2,4 bilhões no 4T24 e propõe R$ 4,4 bilhões em dividendos

Crescimento expressivo marca recuperação após prejuízo no ano anterior

- Da Redação, com MoneyTimes
26/03/2025 10h05 - Atualizado há 4 dias

A JBS (JBSS3) anunciou um lucro líquido de R$ 2,412 bilhões no quarto trimestre de 2024 (4T24), representando um crescimento expressivo de 2.820% em relação ao mesmo período de 2023, quando registrou prejuízo. No acumulado de 2024, o lucro da companhia alcançou R$ 9,615 bilhões, revertendo um prejuízo de R$ 1,061 bilhão no ano anterior.

O Ebitda ajustado — indicador de desempenho operacional — também teve alta significativa de 127,7%, saltando de R$ 17,146 bilhões em 2023 para R$ 39,039 bilhões em 2024. No último trimestre do ano passado, o Ebitda ajustado foi de R$ 10,8 bilhões, um aumento de 111%, com margem de 9,2%, superior em 390 pontos-base ao registrado no 4T23.
 

A receita líquida consolidada da empresa no 4T24 somou R$ 116,7 bilhões, um crescimento de 21% comparado ao mesmo período do ano anterior. Cerca de 75% das vendas globais da JBS ocorreram nos mercados domésticos onde atua, enquanto 25% foram destinadas à exportação.
 

Diante desses resultados positivos, a administração da JBS propôs distribuir R$ 4,4 bilhões em dividendos para 2025, o equivalente a R$ 2 por ação. A proposta será submetida à aprovação em Assembleia Geral.

 

Recuperação e desafios
 

O CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, destacou a recuperação das operações de carne bovina nos Estados Unidos, apesar da oferta reduzida de gado, fator que pressionou as margens. O Ebitda dessa divisão foi de R$ 647,1 milhões no 4T24, revertendo um resultado negativo de R$ 488,5 milhões no mesmo período de 2023.
 

Além disso, Tomazoni ressaltou o "turnaround" da Seara, unidade de processados, frango e suínos no Brasil, que obteve margens de dois dígitos e um Ebitda ajustado de R$ 2,627 bilhões no último trimestre de 2024, aumento de 292% em relação ao ano anterior.
 

A Pilgrim’s, subsidiária da JBS, também registrou resultados históricos, com Ebitda ajustado de R$ 3,8 bilhões em 2024.

 

Perspectivas e incertezas
 

Tomazoni afirmou que a JBS segue atenta a possíveis mudanças nas tarifas comerciais internacionais com a posse de Donald Trump como presidente dos EUA, mas ressaltou a resiliência da plataforma global da companhia. Ele também comentou sobre o preço elevado do milho no Brasil, considerado o mais caro do mundo atualmente, em parte devido a movimentos especulativos e incertezas sobre tarifas.
 

Apesar dos desafios, o executivo se mostrou otimista com o desenvolvimento da segunda safra de milho no país, acreditando em espaço para uma possível queda nos preços do grão.

 

 

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