16/07/2024 às 09h08min - Atualizada em 16/07/2024 às 09h08min

Soja: Preços no Brasil Caem com Queda em Chicago

Os contratos do grão com entrega em agosto encerraram em queda de 27,00 centavos de dólar, ou 2,44%, a US$ 10,78 por bushel

- Da redação, com Canal Rural
Foto: reprodução

O mercado brasileiro de soja esteve travado nesta segunda-feira (15), com poucas ofertas ao longo do dia. Segundo a Safras Consultoria, os produtores estão preocupados com a contínua queda dos preços.

Com a queda das cotações em Chicago, nem mesmo eventuais altas do dólar têm sido capazes de valorizar a oleaginosa brasileira.

Veja os preços da soja:

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 130 para R$ 127

  • Região das Missões: reduziu de R$ 129 para R$ 126

  • Porto de Rio Grande: recuou de R$ 135 para R$ 132

  • Cascavel (PR): desvalorizou de R$ 127 para R$ 122,50

  • Porto de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 136 para R$ 132

  • Rondonópolis (MT): passou de R$ 123 para R$ 120

  • Dourados (MS): diminuiu de R$ 118 para R$ 117

  • Rio Verde (GO): baixou de R$ 119 para R$ 116

Contratos futuros:

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com queda de 27,00 centavos de dólar, ou 2,44%, a US$ 10,78 por bushel. A posição de novembro foi cotada a US$ 10,40 por bushel, com perda de 25,25 centavos ou 2,37%.

Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 5,80 ou 1,84%, a US$ 308,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 44,91 centavos de dólar, com queda de 0,68 centavo ou 1,49%.

Fundamentos do mercado:

O mercado foi pressionado pela expectativa de ampla oferta mundial, refletindo o relatório de julho do USDA, e pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas (68% em boas a excelentes condições).

Influência de Trump nas commodities:

Após o atentado do fim de semana, o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos consolidou seu favoritismo e renovou algumas preocupações do mercado. Para os grãos, uma possível eleição de Donald Trump tem impacto por dois lados:

Primeiro, com efeitos a longo prazo, é a lembrança da guerra comercial imposta à China em seu primeiro mandato. Os agentes temem que a demanda chinesa por commodities norte-americanas diminua, com a China ampliando compras de países concorrentes como Brasil e Argentina.

Além disso, há impacto no mercado financeiro. A política de Trump indicaria menor taxação às empresas dos EUA, o que pode resultar em maior déficit fiscal, dólar valorizado e taxas de juros mais altas por mais tempo para controlar um possível impacto inflacionário.

Câmbio:

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,28%, sendo negociado a R$ 5,4456 para venda e a R$ 5,4436 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4303 e a máxima de R$ 5,4772.

 

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