VTCLog firmou 8 contratos, que somam mais de R$ 335 milhões, com a Saúde sem licitação, diz relator

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

05/10/2021

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta terça-feira (05), que a empresa VTCLog, que entrou na mira da comissão sob suspeita de pagamento de propina a políticos e servidores ligados ao Ministério da Saúde, firmou oito contratos com a pasta sem licitação, entre 2017 e 2018. Os valores superam R$ 335 milhões. Esses contratos, segundo Calheiros, foram firmados na época em que o líder do governo, Ricardo Barros, era o ministro da Saúde.

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O relator explicou que a VTCLog ainda possui contrato vigente com o ministério, no valor de R$ 97 milhões por ano. Ao todo, este último contrato já rendeu à empresa aproximadamente R$ 400 milhões.

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Em depoimento à CPI nesta terça-feira (05), Raimundo Nonato Brasil, um dos sócios da VTCLog, afirmou que os contratos eram para transporte de insumos do Ministério da Saúde e todos “passaram pelo Tribunal de Contas”.

Sob argumento de ser uma pessoa “simples e humilde”, que desconhece parte dos processos da empresa, Nonato não deu detalhes sobre os contratos.

Diante das suspeitas, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), sugeriu requerimento para que o ministério explique a dispensa de licitação para contratos com a VTCLog, que foi aprovado pela comissão ainda nesta terça-feira.

Requerimentos

O primeiro requerimento aprovado pela CPI da Covid exige que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, preste esclarecimentos à comissão sobre o processo de vacinação. Já o segundo, questiona o Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a dispensa de licitação na contratação da VTCLog pelo Ministério da Saúde.

Os senadores deram prazo de 48h para que Queiroga apresente o detalhamento do plano de vacinação contra covid-19 em 2022 e do programa de acompanhamento epidemiológico, além da indicação do estoque de vacinas, de medidas adotadas para esclarecer dúvidas da vacinação e justificativa para desistência de uso da Coronavac no plano de imunização.

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