Vendas do Natal devem garantir crescimento de 5% no varejo paulista

Varejo paulista deve atingir R$ 91 bilhões em vendas no mês

02/12/2021

Vendas do Natal devem garantir crescimento de 5% no varejo paulista Varejo paulista prevê crescimento de 5% nas vendas neste final de ano (Foto: Pixabay)

A Federação do Comércio de Bens, Serviço e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), acredita que as vendas no varejo neste final de ano vão crescer 5%. Se o número final for esse, o varejo paulista vai chegar a R$ 91 bilhões em vendas no mês do Natal, R$ 4,2 bilhões a mais do em 2020.

Para a FecomercioSP, o principal fator a influenciar nesses números será o pagamento do décimo terceiro salário e seu impacto maior nas compras de Natal, considerado decisivo pela entidade já que será 57,5% maior que em relação ao registrado no fim de 2020. Também devem interferir nesse índice a maior oferta de crédito, as lojas funcionando normalmente e a maior circulação de consumidores sem restrições devido à pandemia de covid-19.

Segundo a análise da FecomercioSP, com a injeção do 13º salário seguindo os padrões pré-pandemia, R$ 9,5 bilhões do valor recebido devem ser destinados ao consumo nesta época do ano. São R$ 3,1 bilhões a mais na economia, o que significa uma elevação de 47% em relação ao ano anterior, respondendo por 74% do acréscimo mensal previsto de R$ 4,2 bilhões em relação a dezembro de 2020.

“Dois fatores justificam a maior injeção do décimo salário. Em primeiro lugar, a expressiva expansão do contingente de trabalhadores com carteira assinada e, em segundo, o fato de que os aposentados e pensionistas, além de parcela significativa de empregados do setor privado, no ano passado, receberam a totalidade do pagamento até a metade do ano, a fim de atenuar a queda de renda provocada pela paralisação de vários segmentos produtivos e a elevação do desemprego”, analisa a FecomercioSP.

A entidade destacou ainda que mesmo com a expectativa positiva, há fatores que podem influenciar negativamente essa perspectiva, como a forte elevação em curso do nível de endividamento das famílias que, ao lado da inflação e do desemprego altos, provocam redução da massa de renda.

Setores

Entre as atividades do varejo, o segmento de vestuário é o que deve ter o melhor movimento de vendas no mês, com crescimento estimado de 28%, ante dezembro de 2020, quando mostrou uma retração de 22%, o pior desempenho entre todas na ocasião. Os supermercados (-2%), as farmácias e perfumarias (-3%) e as lojas de móveis e decoração (-5%) devem ser os destaques negativos deste ano.

Da Redação, com Agência Brasil.

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