Valor Bruto da Produção Agropecuária de 2022 deve crescer 2,4%, para R$ 1,227 tri

Recuo no valor da pecuária foi motivado pela queda de preço e redução no volume exportado no primeiro trimestre.

11/04/2022

Valor Bruto da Produção Agropecuária de 2022 deve crescer 2,4%, para R$ 1,227 tri (Foto: Divulgação)

O Ministério da Agricultura atualizou o Valor Bruto da Produção (VBP) Agropecuária previsto para 2022, que deve aumentar 2,4% em comparação com o ano passado. O total deve alcançar R$ 1,227 trilhão, ante R$ 1,199 trilhão em 2021, conforme dados de março.

A estimativa de janeiro indicou um crescimento real do VBP de 4,3%, quase o dobro do crescimento observado em março. No entanto, a estiagem no Sul do País durante os meses de plantio provocou impacto negativo nos resultados, explicou em nota a Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura. Mesmo assim, o valor das lavouras cresceu 7,5% e o da pecuária registrou queda de 8,5%.

Os produtos com bom desempenho do VBP são: algodão em pluma, aumento real de 42,2%; banana, 17,7%; batata inglesa, 11,4%; café, 55,7% (conilon e arábica); cana-de-açúcar, 28,4%; feijão, 8,7%; laranja, 10%; milho, 24,1%; tomate, 32,6%; e trigo, 4,8%.

Segundo nota da secretaria, “esses resultados podem ser atribuídos, em geral, aos aumentos de produção e aos preços. Nesse grupo, destacamos a contribuição de produtos relevantes, como cana-de-açúcar, café, algodão e laranja, que deram grande impulso ao VBP. Entre os produtos que têm apresentado pior desempenho estão soja e arroz, afetados por redução de preços e por menor produção”.

O recuo no valor da pecuária foi motivado pela queda de preço, pela redução das exportações (quantidade) no primeiro trimestre e pelo aumento dos preços dos insumos para as rações, especialmente para suínos e frangos, e leite. “Além da redução da quantidade exportada de carne de frango, houve redução de 42,6% nas exportações de carne suína em relação ao trimestre de 2021, e redução de 18,0% na quantidade de carne bovina”, informa a secretaria.

O governo explicou a Região Sul foi a mais prejudicada pela seca, apesar de todo o impacto ainda não ter sido calculado. “Produtos importantes ainda encontram-se em campo, como o milho de segunda safra, e o trigo cujo plantio ainda está iniciando. A retração da produção de soja e milho foi acentuada, como mostraram os levantamentos divulgados em março pelo IBGE e Conab”.

A quebra na safra de soja no Rio Grande do Sul é estimada em 50,8%; a do milho, 32%, e a do arroz irrigado, 11,1%. Para toda região, a perda de safra de soja foi de 44,2%, equivalente a 19 milhões de toneladas de grãos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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