UE pede que países ajudem consumidores e empresas afetados pela crise energética

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

06/10/2021

A União Europeia (UE) pediu nesta quarta-feira 96) que países do bloco concedam auxílios aos consumidores e às pequenas empresas mais afetadas pela crise energética que fez os preços dispararem na região. França e Espanha lideraram pressões para que as regras que regem os mercados de energia da UE sejam alteradas, à medida que as altas impactam pessoas e empresas que ainda enfrentam a crise causada pela covid-19.

A comissária de Energia da UE, Kadri Simson, disse que os países devem fornecer apoio aos consumidores, cortar impostos sobre a eletricidade e adotar medidas permitidas pelas regras do bloco para amenizar o impacto da crise. “A prioridade imediata deve ser mitigar os impactos sociais e proteger as famílias vulneráveis”, disse ela a parlamentares europeus. “[Empresas] podem receber alívio por meio de ajuda estatal ou facilitando contratos de compra de energia de longo prazo.”

Simson também afirmou que a Comissão Europeia planeja apresentar na próxima semana uma série de medidas de curto e médio prazo que os países poderão adotar para conter a crise. Várias nações estão interessadas em criar uma reserva conjunta de gás natural para uso em caso de emergências. Um dos defensores da medida é o primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, que citou o exemplo das vacinas contra a covid-19 como caso bem-sucedido desse tipo de medida.

Já o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, culpou as políticas climáticas da UE pela alta de preços. Como parte da luta contra o aquecimento global, o bloco se comprometeu a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 55% até 2030, na comparação com os níveis de 1990.

“O motivo da alta dos preços é da Comissão [Europeia]. Portanto, temos que mudar alguns regulamentos. Caso contrário, todos sofrerão”, disse ele durante uma cúpula da UE na Eslovênia.

O vice-presidente-executivo da Comissão Europeia, Frans Timmerman, rebateu as críticas do premiê húngaro. “A lei climática da UE é nosso princípio orientador e não vamos abrir as discussões sobre essa lei novamente”, disse.

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