Tribunal Europeu de Direitos Humanos responsabiliza Rússia por morte de dissidente em 2006

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21/09/2021

O Tribunal Europeu de Direitos Humanos considerou nesta terça-feira que o governo da Rússia é responsável pelo assassinato do ex-espião e dissidente russo Alexander Litvinenko, envenenado em 2006, no Reino Unido.

Na avaliação da corte europeia, sediada em Estrasburgo, na França, os russos Andrei Lugovoy e Dmitri Kovtun cometeram o crime e há “fortes indícios” de que ambos atuaram em nome das autoridades russas.

Os juízes afirmaram que Moscou não apresentou uma explicação alternativa para o caso nem refutou as conclusões da investigação realizada no Reino Unido.

Litvinenko foi morto em 23 de novembro de 2006 após ser envenenado com polônio 210, uma substância radioativa altamente tóxica. No hospital, ele acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de ser responsável pelo ataque.

Ex-agente da KGB e do Serviço Federal de Segurança da Federação Russa (FSB), ele desertou em 200 e recebeu asilo no Reino Unido. Desde então, o ex-espião ajudou a expor casos de corrupção e ligações entre os serviços de inteligência da Rússia e o crime organizado.

Lugovoi e Kovtun negam qualquer tipo de envolvimento na morte de Litvinenko. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que as conclusões da corte europeia não têm fundamento e que o Kremlin não pretende reconhecer a decisão.

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