Terceira dose da Pfizer tem eficácia de 86% entre maiores de 60 anos, diz estudo de Israel

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

18/08/2021

Uma terceira dose da vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech é 86% eficaz na prevenção de casos de covid-19 entre pessoas com mais de 60 anos, segundo dados preliminares de um estudo divulgado nesta quinta-feira.

As conclusões são de uma pesquisa feita pelo Maccabi Healthcare Services, que analisou os dados de 149.144 pessoas que receberam o reforço vacinal e os comparou com um grupo de controle de 675.630 israelenses que tomaram a segunda dose entre janeiro e fevereiro.

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Entre as pessoas do primeiro grupo, apenas 37 apresentaram resultado positivo para o coronavírus uma semana após receber a terceira dose. No grupo de controle, o total de positivos foi de 1.064, diz o estudo.

“A terceira dose é altamente eficaz contra infecções e casos graves”, disse ao jornal israelense “Haaretz” Anat Ekka Zohar, chefe da Divisão de Qualidade, Pesquisa e Saúde Digital do Maccabi.

Um estudo do Ministério da Saúde de Israel, publicado no mês passado, indicou que a vacina da Pfizer teria uma eficácia de apenas 39% contra infecções causadas pela variante delta entre 20 de junho e 17 de julho. Autoridades de saúde do país dizem que ainda não está claro quanto da perda da proteção se deve à queda da imunidade com o tempo ou à nova cepa.

Israel tem sido visto como um laboratório para o mundo após ter obtido acesso antecipado à vacina da Pfizer/BioNTech no ano passado, em um acordo que previa o compartilhamento de informações com a empresa sobre os efeitos do imunizante na população.

O país foi o primeiro a celebrar a reabertura completa da economia, depois atingir 70% da população totalmente vacinada no início de abril. No entanto, a chegada da variante delta mudou a situação e está provocando uma quarta onda de contágios. As autoridades dizem que, além da nova cepa, a imunidade garantida pelas vacinas está diminuindo.

Com o avanço da delta, Israel começou a aplicar o reforço vacinal há duas semanas. Primeiro, a campanha focou em maiores de 60 anos e depois foi expandida para atender também os que têm mais de 50 anos e para profissionais de saúde da linha de frente de combate ao vírus. Até agora, segundo dados do governo, 1,1 milhão de pessoas já receberam a terceira dose.

O comitê de vacinação de Israel deve discutir a inclusão de pessoas com 40 anos ou mais na campanha de reforço na quinta-feira, segundo o “Haaretz”. Caso a estratégia não funcione para conter a disseminação da delta, o governo não descarta recorrer a novos “lockdowns”.

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