Taesa avalia oportunidade de aquisição da Celg Transmissão, afirma diretor

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

12/08/2021

A Taesa estuda participar do processo de privatização da Celg Transmissão, disse o diretor de negócios da companhia, Fábio Fernandes. O leilão do ativo goiano está previsto para outubro.

“Já estamos estudando e avaliando a oportunidade. Fazendo sentido, com geração de valor, nos posicionaremos de forma bastante competitiva”, afirmou o executivo, durante teleconferência com analistas e investidores.

Segundo ele, a Taesa se vê como uma “consolidadora” no mercado brasileiro de transmissão nos próximos anos.

O presidente da companhia, André Moreira, afirmou que a companhia está atenta às oportunidades dos próximos dois leilões de transmissão de energia previstos para 2021-2022. “Já estamos estudando fortemente esses dois casos”, disse o executivo, durante teleconferência.

Sobre as oportunidades de aquisições, ele comentou que a companhia está avaliando “tudo que é possível e faz sentido” para a empresa.

Dividendos

Moreira disse que a decisão da companhia de fazer novas distribuições de dividendos este ano passa pela avaliação da reforma tributária.

“Temos a presença da reforma tributária sobre pagamento de dividendos e que tem mudanças todas as semanas… Ainda não chegamos a uma conclusão [sobre o valor da próxima distribuição de dividendos], ainda não sabemos qual vai ser o pagamento. Essa discussão será usando todos os elementos para maximizar valor das ações no longo prazo”, afirmou.

Ao ser questionado sobre o fato de a companhia não ter anunciado uma nova distribuição, na divulgação do balanço do segundo trimestre, o executivo destacou que a companhia já fez, em maio, um pagamento de R$ 1 bilhão aos acionistas — R$ 561,9 milhões a título de dividendos adicionais referentes ao lucro de 2020 e R$ 466,6 milhões em dividendos intercalares e juros sobre capital próprio (JCP), com base nas demonstrações financeiras intermediárias do primeiro trimestre de 2021.

Ele citou também que o estatuto social da Taesa dá o direito de um dividendo anual não cumulativo de pelo menos 50% do lucro líquido do exercício e que qualquer decisão de pagamentos adicionais a esses valores levará em consideração a meta de maximização de valor no longo prazo.

Alavancagem

O diretor financeiro da Taesa, Erik Breyer, disse que não vê com preocupação o atual nível de alavancagem da companhia, medido pela relação entre dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) regulatório.

O indicador atingiu no segundo trimestre um nível de 4,6 vezes, mas, segundo o executivo, não atrapalha os planos de investimento e remuneração aos acionistas da companhia.

  • Leia mais: Taesa: Lucro líquido sobe 50,3% no 2º tri, para R$ 697,9 milhões

Breyer alegou que o pico da alavancagem se deve ao fato de a companhia estar investindo em projetos em construção, sem ainda ter energizado os novos empreendimentos de transmissão e que o indicador se encontra hoje num nível “adequado e competitivo”.

De acordo com o executivo, a intenção é manter a alavancagem próxima dos níveis atuais.

“Nosso portfólio tem um comportamento estável e previsível, temos fluxo de caixa robusto… Nosso desafio é conseguir oportunidades de investimento e mantê-lo [o nível de alavancagem]. Não é um problema para a companhia e não gera preocupação ou vai prejudicar a estratégia de remuneração e investimento”, disse Breyer, em teleconferência com analistas e investidores.

Ele destacou que toda a estrutura de dívida da empresa é “montada para dividendos fortes”.

“Mas para perpetuar [os dividendos altos] temos que investir. Estamos buscando isso todos os dias e tentando achar o equilíbrio dos dividendos na sua perpetuidade. É razoável esperar uma distribuição previsível e alta dos dividendos da Taesa”, complementou.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *