Seca intensa deve quebrar a produção de arroz em 600 mil toneladas no Rio Grande do Sul

A estimativa é da publicação especializada Planeta Arroz

28/01/2022

Seca intensa deve quebrar a produção de arroz em 600 mil toneladas no Rio Grande do Sul Expectativa criada é que a melhora no valor do câmbio estimule as exportações. (Foto: Agência Brasil)

Algumas regiões produtoras de arroz ainda conseguiram ser beneficiadas pelas chuvas dos últimos dias, mas importantes áreas produtoras permanecem em estado crítico. Segundo o site Planeta Arroz, as lavouras da Campanha, Rosário do Sul e São Gabriel, São Borja Itaqui e Uruguaiana, com as chuvas esparsas, vão continuar em situação crítica. A publicação afirma que em São Borja não chove o necessário desde de novembro passado.

Para a meteorologista do Irga, Jossana Celion Cera, mesmo as regiões que tivera fortes chuvas nos últimos dias não se recuperam mais. Ela disse à publicação que “ainda que mais abrangente, a chuva não foi

Não há uma estimativa oficial sobre as perdas. Extraoficialmente, no entanto, a cadeia produtiva já estima os seus prejuízos. As cotas dos produtores preveem uma quebra de 600 mil toneladas na safra gaúcha.

Um analista avalia, a falta de chuvas e as altas temperaturas, vão ter fortes impactos. “A intenção de plantio passado antes do aumento de 1% na área semeada nesta temporada em relação à superfície colhida em 2021, como o entendimento é de que pelo menos essa diferença de área para mais no ano, ou seja, 9, 5 mil hectares preservados, em especial na Fronteira-Oeste Campanha e Depressão”.

Há áreas onde não houve nenhuma precipitação. Segundo o Planeta Arroz, “em Cachoeira do Sul, a cidade chegou a marcar 52mm de chuvas entre segunda e quarta-feira, mas de produção no interior do município tiveram entre 1mm e 6mm”.

O analista afirma que a área de 960 mil hectares, prevista para ser ocupada com a cultura, não foi usada por fala de chuvas suficientes. “Chuvas e início de recuperação foram de outubro, mas não tanto em outras regiões. E isso, associado a uma taxa de evaporação muito superior ao esperado e três anos de seca no Rio Grande do Sul, limitou a disponibilidade de água para irrigação semanas antes do esperado”.

Algumas áreas terá uma produção chocha, que não poderá ser comercializada. O especialista informa também que, “mesmo áreas com lâmina d´água, temos muitas reboleiras de panículas brancas ou falhas por causa das temperaturas por todo o Estado. A sensação térmica nos últimos 15 dias chegou a passar de 55 graus em alguns graus de preferência e há registros de temperatura prevista do solo, seco, acima de 60 graus. Não há variedades que resistam a isso e sejam altamente produtivas. É uma opção de planejamento da safra lá na fase de planejamento”.

Com as perdas e a diminuição da área plantada, o Planeta Arroz estima que “o RS colha, portanto, entre7,60 e 7,99 milhões de toneladas, algo entre 77% e 3% redução frente à colheita, portanto, passadas 8,23 toneladas de toneladas. O editor do Planeta Arroz diz: “vi algumas vezes mais excelentes, que terão produtividades altíssimas porque além do planejamento da irrigação ter sido muito eficiente, tiveram chuvas mais regulares e as temperaturas mais altas não pegaram uma fase de floração. Mas, no geral, há muitas áreas bastante impactadas”, após um giro pelas regiões Central e Campanha.

A publicação ressalta ainda que “além do clima, também é preciso lembrar que houve uma alta significativa nos custos de produção, em especial dos fertilizantes, energia e dessecantes. Quem comprou insumos em setembro, outubro, pagou 25% a 40% a mais do que comprou em abril. Isso é grave, impacta no pacote tecnológico adotado, e ainda pode implicar na redução do uso de insumos importantes e na redução dos controles de pragas, doenças e invasores”.

Da Redação

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