Receita com embarques de frango e suínos cresce 10,3% no estado catarinense

Os dados são do Ministério da Economia e Cepea

16/09/2021

Receita com embarques de frango e suínos cresce 10,3% no estado catarinense Preços médios do frango vivo favorecem mercado. (Foto: Divulgação)

Os embarques de proteínas de frango e de suínos do estado de Santa Catarina cresceram 3,9% entre janeiro e agosto deste ano. Números divulgados pelo Ministério da Economia e revistos pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) informam que Santa Catarina exportou US$ 2 bilhões em carnes de frango e suína em 2021. Com relação à receita, a alta é de 10,3% no período. O estado é o maior produtor de suínos no Brasil e o segundo na criação de frangos.

O secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, diz que “o agronegócio catarinense não para de crescer. A avicultura e a suinocultura são os principais produtos da pauta de exportações de Santa Catarina e seguimos batendo recordes de venda mundo afora. Temos muito a comemorar, porque esses números se traduzem em geração de emprego e desenvolvimento econômico, além de demonstrar a qualidade da produção catarinense, que atende aos mercados mais exigentes do mundo”.

Os embarques de carne de frango seguem em alta e este ano são 661,5 mil toneladas vendidas ao Exterior, ou 0,7% a mais do que no mesmo período de 2020. O faturamento ultrapassa US$ 1,1 bilhão, um crescimento de 11,8%. Santa Catarina responde por 24% do total exportado pelo país e os principais mercados são Japão, China e Arábia Saudita.

Segundo o analista da Epagri/Cepa Alexandre Giehl, a carne de frango segue ainda com demanda elevada no mercado interno, principalmente em função dos preços elevados das demais carnes e da descapitalização dos consumidores, que buscam opções mais econômicas.

Carne suína

De janeiro a agosto deste ano, Santa Catarina ampliou em 24,7% o faturamento com os embarques de carne suína, superando US$ 945,8 milhões, com mais de 380 mil toneladas exportadas. Os principais mercados são China, Chile e Hong Kong.

“É importante observar que outros países têm ganho importância relativa no ranking de exportações de Santa Catarina, como é o caso do Chile, Argentina, Filipinas e Emirados Árabes Unidos. Esse processo é importante pois, no médio prazo, diminui a dependência excessiva da suinocultura catarinense em relação aos chineses”, destacou Alexandre Giehl.

Diferenciais

O Estado é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação, o que demonstra um cuidado extremo com a sanidade animal e é algo extremamente valorizado pelos importadores de carne. Além disso, Santa Catarina, junto com o Rio Grande do Sul, é zona livre de peste suína clássica.

Da Redação.

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