PSDB, que contestou eleições em 2014, defende urna eletrônica e TSE

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09/08/2021

O comando nacional do PSDB e os quatro pré-candidatos do partido à Presidência da República defenderam nesta segunda-feira as urnas eletrônicas e a apuração dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Depois de ter contestado o resultado eleitoral de 2014, alegando que teria havido fraude votação que deu a vitória à ex-presidente Dilma Rousseff (PT) contra Aécio Neves (PSDB), o partido afirmou que as eleições no Brasil são um exemplo para o mundo.

“Em um momento de seguidas tentativas de intimidação e de se lançar desconfianças contra o modelo eleitoral brasileiro, reiteramos nossa crença nas instituições, no sistema de votação de urnas eletrônicas e na apuração conduzida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, afirmou em nota o PSDB.

A manifestação do partido ocorre na semana em que é aguardada a votação do parecer sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Voto Impresso, apoiada por Jair Bolsonaro. O presidente defende um modelo de impressão do voto sob a alegação – jamais comprovada – de que as urnas eletrônicas não são seguras.

No texto divulgado nesta segunda-feira, o PSDB diz que declarações “irresponsáveis” não vão ameaçar a disputa de 2022. “As eleições brasileiras têm sido por décadas exemplo para o mundo do vigor da nossa democracia – elegendo representantes das mais diversas correntes ideológicas. As eleições de 2022 não serão ameaçadas por ilações sem provas ou declarações grosseiras e irresponsáveis de quem quer que seja”, disse o partido.

O texto é assinado pelo presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, e pelos quatro pré-candidatos à Presidência, que devem disputar uma prévia partidária em novembro: os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS), o senador Tasso Jereissati (CE) e o ex-prefeito e ex-senador Arthur Virgílio (AM).

Segundo levantamento publicado nesta segunda pelo jornal “O Globo”, o PSDB é um dos 15 partidos contrários à PEC do Voto Impresso, que deverá ser votada na terça ou quarta-feira no plenário da Câmara.

Em 2014, Aécio, então presidente nacional do PSDB, contestou o resultado das urnas e colocou em xeque a lisura do sistema eleitoral, depois de ter sido derrotado na disputa pela Presidência. O PSDB realizou uma auditoria, mas não conseguiu provar a existência da suposta fraude. O TSE não encontrou evidências de que houve qualquer tipo de adulteração de programas, votos ou mesmo que houve qualquer indício de violação ao sigilo do voto naquela eleição.

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