Portos adotam esquema especial para receber fertilizantes, diz ministro

Navios não precisam enfrentar filas para descarregar

16/03/2022

Portos adotam esquema especial para receber fertilizantes, diz ministro

Os portos brasileiros montaram um esquema especial para o recebimento de fertilizantes importados, disse nesta quinta-feira o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Os navios que trazem os fertilizantes não vão mais precisar descarregar. A maior parte dos fertilizantes que chega aos nossos portos é importada da Rússia, informa a Agência Brasil. O país está em guerra contra a Ucrânia.

Na capital paulista, Tarcísio de Freitas disse que “já montamos um esquema nos portos que vão receber fertilizantes, para que essa descarga seja feita da forma mais rápida possível. Temos um trabalho coordenado do Ministério da Agricultura com o Ministério da Infraestrutura para que a gente não tenha navio de fertilizante parado em fila. Não vamos deixar faltar insumo para o nosso produtor”.

Nitrogênio, fósforo e potássio são os fertilizantes mais usados pelo agronegócio brasileiro e são considerados essenciais para o fornecimento de um ou mais nutrientes para as plantações. O Brasil importa 85% dos fertilizantes, a maior parte vinda da Rússia.

Combustíveis

Tarcísio de Freitas também disse que o Brasil está buscando várias possibilidades para combater a alta dos combustíveis, principalmente os derivados do petróleo. Entre as alternativas, disse o ministro, estão ações tributárias, como mudanças no ICMS, e cambiais.

Revela que “uma medida que já tinha sido pensada lá atrás, que poderia amenizar a questão do preço é a questão tributária. E já foi aprovado um PLP [projeto de lei complementar] que mexe na incidência de tributos, o que muda a lógica do ICMS”.

Uma outra alternativa é manter o câmbio estabilizado ou fazer o câmbio ceder ainda mais. “Você está tendo muito fluxo de recursos para o Brasil, então se você mantém aí uma autoridade fiscal, você vai ver o câmbio cedendo, e isso vai interferir no preço de combustível”, disse.

Da Redação

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