Pacheco diz que voto impresso e distritão não têm apoio no Senado

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06/08/2021

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou nesta sexta-feira que as propostas de implementação do voto impresso e do “distritão” não têm apoio na Casa. Em entrevista à GloboNews, ele disse que o país deveria seguir as regras eleitorais aprovadas em 2017, no âmbito da reforma política, e reclamou de possíveis mudanças para 2022.

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Pacheco defendeu o voto eletrônico e disse que não se pode mudar o sistema eleitoral, implementando o voto impresso, com base em “teorias” sem fundamento. “Não podemos, com base em discurso ou teoria, modificar sistema que era motivo de orgulho”, disse.

“A maioria dos parlamentares compreende que o sistema eletrônico é confiável. A vontade da maioria é a preservação do sistema eletrônico”, afirmou, ao ser questionado sobre a disposição dos senadores em mudar ou não o voto eletrônico. “Esse assunto está próximo de seu exaurimento”.

O senador disse que a defesa do voto impresso pelo presidente Jair Bolsonaro é antiga, de quando ele era deputado federal, mas lembrou que quem decide sobre o tema é o Congresso. “Essa tese [de Bolsonaro], a princípio, será vencida. Não podemos questionar a lisura da eleição de 2022”, disse. “Há tendência de que esse assunto se encerre na Câmara.”

Ele também rechaçou a possibilidade de mudança do sistema proporcional para o distritão – no qual são eleitos para o Legislativo os candidatos mais votados, independentemente da quantidade de votos dos partidos. “Vejo o Senado optando por um sistema proporcional, aprovado em 2017.”

CPI da Covid

Durante a entrevista, Pacheco evitou se aprofundar sobre os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, que apura irregularidades cometidas pelo governo federal no enfrentamento da pandemia, e disse que a comissão funciona de forma independente.

Segundo ele, de forma geral, houve “erros e acertos” na condução de Bolsonaro no combate à pandemia. Pacheco apontou como problemas o atraso na vacinação e a sucessiva troca de ministros na Saúde, mas elogiou a atuação do ministro Marcelo Queiroga. Em nenhum momento citou as mais de 561 mil mortes nem os mais de 20,1 milhões de casos da doença no país.

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