Pacheco diz que “tem faltado respeito no debate entre as instituições”

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20/09/2021

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou hoje, diante de dois ministros do governo Bolsonaro, que falta respeito na relação entre Poderes no Brasil.

“Tem faltado respeito ao país, especialmente nas relações institucionais, nas relações entre os Poderes, permitindo-se, inclusive, discutir essas relações através de redes sociais ou coisa que o valha, quando na verdade isso tinha que estar sendo discutido em alto nível”, afirmou o senador em discurso no evento de abertura da Convenção Abras 2021, em Campinas, interior de São Paulo. O evento da Associação Brasileira de Supermercados acontece de forma presencial com cerca de 400 participantes.

“Respeito é bom e a gente gosta. É importante o culto ao respeito no Brasil”, disse Pacheco. No palco, próximo a ele, estavam os ministros do Trabalho, Onyx Lorenzoni, e da Cidadania, João Roma. Pouco antes, Onyx havia feito um discurso em que defendeu a atuação do presidente Jair Bolsonaro no combate à pandemia e diante de quem o critica.

Pacheco lembrou os quase 600 mil brasileiros mortos pela covid-19 entre eles, senadores. “Três senadores infelizmente sucumbiram a essa doença maldita que nunca podia ter sido menospreza ou menoscabada, devia ter sido enfrentada desde o início.” O presidente do Senado disse ainda que os brasileiros não podem se render “ao negacionismo ou ao negativismo”. “O negativismo faz com que estejamos desestimulados com o Brasil”, disse.

Pacheco afirmou que o Senado “jamais” será “subserviente” ao governo federal, mas que terá “humildade de ouvir” e “coragem de agir”. “A competição entre os políticos se revela no momento oportuno, no momento eleitoral em 2022. Para agora, temos que agir com cooperação, independente de partido ou da ideologia”, disse. “Nosso inimigo não está entre nós. Nossos inimigos são a fome, a crise hídrica e energética.”

O presidente do Senado disse que “ninguém assimilará nenhum retrocesso ao Estado de Direito e à democracia” e destacou o papel do Senado na análise de Medidas Provisórias enviadas pelo governo. “Temos três MPs para serem pautadas no Senado; nenhuma MP está perdendo a vigência por falta de análise.”

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