ONS reduz projeção de aumento da carga de energia em agosto

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

13/08/2021

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reduziu as perspectivas para o crescimento da carga de energia em agosto em relação às projeções feitas na semana passada. Agora, a expectativa é que o consumo no mês no Sistema Interligado Nacional (SIN) fique em 66.670 megawatts (MW) médios, alta de 3,2% na comparação anual, de acordo com o boletim do programa mensal de operação do órgão.

No boletim publicado na semana passada, a expectativa era de que a carga chegaria a 67.064 MW médios em agosto, o que significaria um aumento de 3,8% ante igual mês em 2020.

De acordo com o ONS, as projeções refletem o reaquecimento gradual da economia com o avanço da vacinação para conter a pandemia.

Em paralelo, o órgão confirmou que a afluência dos reservatórios das hidrelétricas deve permanecer abaixo da média histórica em todas as regiões do país na próxima semana. O Brasil vive o período seco com o menor volume de chuvas das últimas nove décadas.

A previsão do ONS é que a Energia Natural Afluente (ENA) deve alcançar 78% da média de longo termo no Norte, 55% no Sudeste/Centro-Oeste e 42% no Nordeste. O menor percentual é esperado para o Sul, onde a ENA deve ser de 35% da média de longo termo.

Com isso, os reservatórios das hidrelétricas devem chegar ao final do mês de agosto com volume de água de 21,2% no Sul e 24,2% no Sudeste, enquanto no Norte a previsão é de 73,5% e, para o Nordeste, de 48,9%.

Nesse contexto, com a necessidade de acionamento de usinas térmicas mais caras para garantir o fornecimento de energia, o ONS informou que o custo marginal de operação (CMO) passará a ser de R$3.044,45 por megawatt-hora na semana de 16 a 20 agosto, o que representa um aumento de 4,94% em relação a semana que se encerra.

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