OMC: Recuperação do comércio de serviços ainda não é forte

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23/09/2021

O comércio internacional de serviço continua se recuperando, mas ainda está em níveis inferiores a antes da pandemia de covid-19, segundo um barômetro publicado pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Segundo a entidade global, ao contrário do que ocorre com o barômetro de mercadorias, as flutuações no Barômetro do Comércio de Serviços tendem a coincidir com os movimentos nos fluxos comerciais reais, em vez de antecipá-los. Um resultado de 100 indica crescimento de acordo com as tendências de médio prazo. Superior a 100 sugere um crescimento acima da tendência, enquanto as inferiores a 100 indicam queda.

Pelos dados publicados nesta quinta-feira (23), o barômetro está acima de 100, numa indicação de que a expansão do comércio de serviços poderá prosseguir. No entanto, o fato de o indicador ter diminuído sugere que a recuperação pode seguir agora uma nova e mais baixa trajetória se o impacto da pandemia da covid-19 for de longa duração.

Conforme a OMC, no primeiro trimestre deste ano, o volume do comércio mundial de serviços caiu 13,9%, levando em conta mudanças nos preços e taxas de câmbio. As operações nesse segmento declinaram drasticamente no início da pandemia, mas, ao contrário do comércio de mercadorias, só conseguiram uma recuperação parcial desde então.

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O desempenho recente do comércio de serviços difere da crise financeira de 2008-09, quando o comércio de serviços era mais resistente do que o comércio de mercadorias. O crescimento anual do comércio de serviços deve se tornar fortemente positivo no segundo trimestre devido a um baixo valor de base no ano passado, quando a pandemia estava no auge.

A OMC nota que a maioria dos índices componentes está na tendência ou acima dela, mas que o quadro geral é misto. Os índices globais de serviços Purchasing Managers’ Index (102,7) e de serviços financeiros (100,2) têm se retraído, indicando uma desaceleração no ritmo de crescimento.

Por sua vez, o índice de serviços Tecnologia da Informação e da Comunicação (100,0) voltou à tendência. O transporte aéreo de passageiros (105,6) retomou recentemente, mas permanece bem abaixo dos níveis pré-pandêmicos. O crescimento no embarque de contêineres (106,8) diminuiu depois de ter atingido níveis recordes.

Para a OMC, o recente aumento dos custos de transporte parece ser mais causado pela forte demanda por mercadorias comercializadas que às restrições de fornecimento.

A construção é o único componente do barômetro a ter mergulhado abaixo da tendência (97,4).

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