Nova safra de milho no Brasil deve ter quebra de 3,1%; clima impacta Rio Grande do Sul e Paraná

Nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná a quebra deve ser superior a 50%.

25/03/2022

Nova safra de milho no Brasil deve ter quebra de 3,1%; clima impacta Rio Grande do Sul e Paraná Mercado do milho tem queda à espera da segunda safra. (Foto: Divulgação)

As previsões para o volume a ser colhido na safra de milho 2021/2022 no Brasil começam a ser revistas para baixo, segundo a Scot Consultoria. Ela informa que a expectativa era de expansão da área plantada e do aumento da produtividade, após quebra da safra 2020/2021 por questões climáticas. Mas a previsão é que a nova colheita seja menor em 3,1% do que inicialmente previsto.

Hoje, a previsão é colher, nas três safras do período, 112,3 milhões de toneladas. A semeadura para primeira safra no Brasil já enfrenta clima adverso e as previsões começam a ser revistas. Além do Brasil, os Estados Unidos também tinham projeção de maior produção. Mas lá, as condições do plantio também estão acontecendo com clima adverso.

O Rio Grande do Sul, maior produtor do cereal no Brasil, ainda sofre com o fenômeno La Niña. Essa adversidade climática já afetou a produção da safra anterior e também quebrou a expectativa do volume colhido de soja. No estado, com a estiagem, deve ter quebra de 55,1% em relação à estimativa inicial. A produtividade pode cair 53,2% e a Emater/RS aponta uma área plantada 4% menor.

Não é só no Rio Grande do Sul. O Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral) aponta que no estado 75% da área plantada tem apenas 50% em boas condições. A primeira safra paranaense deve ter quebra de 11,4%.

Para a safra de verão, a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é colher 24,3 milhões de toneladas. O volume é 1,6% menor do que a safra 2020/2021 e 14,1% menor em relação a outubro.

Ainda assim neste momento, com a entrada do milho norte americano no mercado com o avanço da colheita a pressão sobre os preços é de baixa no mercado internacional. Com mais disponibilidade, os preços foram mais frouxos no final de 2021. Mas a quebra da primeira safra no Brasil levam os preços a crescerem firmes.

As incertezas com a crise Ucraniana, o mercado ficou ainda mais volátil. O país que está em guerra é um dos grandes produtores e exportadores do cereal. Desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia a cotação cresceu 6,5% na região de Campinas, com a saca de 60 quilos sendo comercializada a R$ 107,00.

A Consultoria também chama a atenção para os preços do cereal no mercado nacional devido a safra norte-americana de 2022/2023. A

A semeadura começa em abril e maio e apontam uma produção 0,8% maior. Mas a área plantada deve ser menor.

Da Redação

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