Nova geração de vacina vai proteger a avicultura nacional

O remédio chega ao Brasil e é dirigida para o controle da salmonella na avicultura  

04/10/2021

Nova geração de vacina vai proteger a avicultura nacional ova geração de vacina vai proteger a avicultura nacional contra salmonella (Foto: Divulgação)

A avicultura brasileira consegue um avanço fitossanitário importante. Uma nova vacina contra a salmonella vai começar a ser utilizada nas granjas e aviários brasileiros. Tecnologia avançada, chamada de subunidade, com tecnologia de biologia molecular, ela é colocada na água e imuniza as aves protegendo o animal, o manipulador e o ambiente.

Ela é um avanço para países que têm uma avicultura tão sofisticada quanto a brasileira e protege a ave contra todas as estirpes e soropositivos de salmonela paratíficas, dos sorogrupos (D,B e C). Portanto, é eficiente contra a Salmonella Enteritidis (D), Salmonella Typhimurium (B), Salmonella Heidelberg (B) e Salmonella Infantis (C), além de outros testes em desenvolvimento. Ela também impede a proliferação pelas mucosas e excrementos.

O médico veterinário Carlos Adelino Dalle Mole disse que ao site Canal Rural que ela é diferente das vacinas vivas porque não há excreção do agente causador da doença no meio ambiente. “Quando se fala em segurança, praticidade, estabilidade e questões operacionais que possibilitam o uso massivo dessa tecnologia, as vacinas de subunidade se encaixam melhor neste cenário. É revolucionária por ser a primeira com essa tecnologia embarcada”, apontou ao Canal Rural.

Ele disse também que “o objetivo é atuar contra a contaminação por salmonellas paratíficas, entre os principais grupos (B, C e D). Dentro desse contexto, buscamos atuar de uma forma diferenciada para conseguir controlar as salmonellas que estão nessa grande família”.

O veterinário revela que para os animais de ciclo longo (são as matrizes e as de postura) tomam 3 doses em 3 anos seguidos. Os frangos de corte, duas doses, via bebedouro d’água. “Um dos grandes diferenciais dela, por ser administrada via água de bebida, é também seu tempo – de 6 a 8 horas – para seu consumo. Isso oferece uma tranquilidade maior ao produtor do ponto de vista operacional e não sofre interferência do cloro e Ph, sendo muito fácil seu manejo”.

Para a médica veterinária ouvida pelo anal Rural, Joice Leão, o país precisa investir em segurança uma vez que tem uma das aviculturas mais evoluídas do mundo. “As chaves são o treinamento constante e a prevenção para controlar enfermidades e garantir a produção eficiente e com um produto de alta qualidade”, destacou.

Da Redação, com Cabal Rural.

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