Milho: mercado sofre pressões de baixa com final da colheita e importações

A tendência é que ele melhore no começo do não que vem com baixos estoques

15/09/2021

Milho: mercado sofre pressões de baixa com final da colheita e importações Mercado do milho sofre pressão de baixa com a entrada do produto no final da colheita e as importações (Foto: Agência Brasil)

O mercado do milho na primeira quinzena de setembro está frouxo e sofre pressão de baixa, segundo o zootecnista e analista de mercado da Scot Consultoria, Rafael Ribeiro. Em sua análise, ele informa que hoje a saca de 60 quilos está sendo comercializada entre R$ 94,00 e R$ 95,00 na região de Campinas, com queda de 4,5% no preço.

Os fatores que levam à pressão de baixa são o final da colheita no Mato Grosso e em outros estados importantes e o grande volume diário de importação. No Paraná a colheita chegou a 96% da área plantada. Portanto, há muita oferta do produto neste momento.

As importações diárias de milho no Brasil cresceram nas duas primeiras semanas de setembro 284% em relação às importações no mesmo período do ano passado. Foram as importações que seguraram o preço do milho em agosto e setembro. Para 2021 a área plantada no Brasil cresceu, mas as variações climáticas derrubaram a produtividade por hectare.

Nos últimos dois dias o mercado voltou a ficar um pouco mais firme, com a elevação da demanda, com cotações estáveis e reagindo em alguns estados. Os setores de aves e suínos estão comprando com mais força ajudando na melhora dos preços.

Futuro

Considerando a entrada de mais milho da segunda safra e o incremento das importações, a previsão é que no médio e longo prazos o mercado vote a ficar mais frouxo, recuando pontualmente. O câmbio também deve ser observado, ele prova mudanças bruscas nos preços.

No começo do ano que vem os estoques do milho deverão ser os menores e fica a expectativa para a safra 2021/2022. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) o país vai aumentar a sua área plantada entre 3% e 5% e tem a previsão de uma safra total de 116 milhões de toneladas. Um crescimento de 13,4% em relação à safra que termina este ano.

O analista acredita que se o país realmente conseguir essa produção consolidam-se as previsões de baixa a partir do terceiro trimestre do ano que vem. Por outro lado, caso haja atraso na semeadura ou uma janela mais curta para o plantio haverá espaço para o mercado do milho se manter mais firme.

Da Redação.

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